“Há uma certa autocrítica que o Presidente da República devia ter feito e não fez nessa matéria, porque, também ele, enquanto Presidente da República e, portanto, garante do funcionamento das instituições democráticas, teria de ter controlado e contido alguns abusos e excessos do Governo e não o tem feito”, afirmou André Ventura à Lusa sobre o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na sessão solene do 112º aniversário da implantação da República.

O presidente do Chega disse que “é verdade” que a oposição tem de fazer o seu trabalho, como referiu o Chefe de Estado na sua mensagem, mas considerou que também este “tem falhado e permitido consecutivos erros governamentais”.

“Na nossa perspetiva fica claro e evidente que há noção de todos os agentes políticos, inclusive o Presidente da República, que o Governo está a entrar numa espiral de cada vez mais descontrolo, mas agora conter esse descontrole cabe não só à oposição, mas também ao Presidente da República”, sustentou.

Na opinião de Ventura, todos têm de fazer esse reconhecimento crítico, ver onde têm falhado e melhorar o que houver a melhorar.

Na sua intervenção, o Presidente da República recuou ao Portugal de há cem anos, também a sofrer os efeitos de uma pandemia e da guerra, para alertar para o perigo das ditaduras e pedir avanços na democracia, onde considerou que “existe caminho para todos”.

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