No total, 62 casos do novo coronavírus foram registados pela Comissão Municipal de Saúde de Wuhan, com 19 a receberam alta do hospital, enquanto dois homens na faixa dos 60 anos – um com graves condições preexistentes – morreram da doença.

Pelo menos meia dúzia de países da Ásia adotaram medidas excecionais.

O número de pessoas infetadas com o vírus ultrapassa provavelmente o milhar de casos e é muito superior àquele avançado pelas autoridades locais, segundo investigadores britânicos.

Num artigo publicado na sexta-feira por cientistas de um centro de pesquisa do Colégio Imperial de Ciência, Tecnologia e Medicina de Londres aponta-se que o número de pessoas infetadas na cidade chinesa provavelmente deverá ser muito superior.

Investigadores do Centro de Análise Global de Doenças Infeciosas, que aconselha instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), estimam que “um total de 1.723 casos” em Wuhan apresentavam sintomas da doença desde 12 de janeiro.

O alerta de disseminação do vírus foi dado esta semana pela OMS, depois de os primeiros casos detetados fora da China terem sido conhecidos, na Tailândia e no Japão, com os três pacientes a terem visitado Wuhan recentemente.

Os casos de pneumonia viral alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, depois de uma investigação ter identificado a doença como um novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais e são transmitidos através da tosse, espirros ou contacto físico.

Em resposta a estas informações, os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira que vão monitorizar os passageiros dos voos provenientes de Wuhan para nos aeroportos em Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque.

Este é um período de maior circulação de cidadãos de e para a China por causa das celebrações do Ano Novo Chinês, no próximo dia 25.

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