O chefe de Estado dirigiu uma mensagem aos militares portugueses que hoje partem, cumprimentando-os no final.

Marcelo Rebelo de Sousa descreveu esta missão como "fraterna" e solidária, expressando a sua confiança de que o grupo "mostrará a excecional competência dos militares portugueses".

O Presidente da República pediu às forças que levem "dois abraços": "Um abraço de quem há mais de 50 anos conhece bem e ama aquela terra e aquela gente" e um "abraço do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas" portuguesas.

Também o ministro da Defesa esteve presente no aeroporto de Figo Maduro para desejar "toda a sorte" e dizer aos militares que Portugal sabe que darão o seu "melhor".

João Gomes Cravinho disse que Portugal dá, desta forma, "uma demonstração de solidariedade com um país irmão", recordando que "hoje segue esta missão militar - a primeira - e amanhã seguirá outra".

Ainda esta noite, o Marcelo Rebelo de Sousa tinha falado com o seu homólogo moçambicano, para se inteirar da situação no país africano após a passagem do ciclone Idai, cujas consequências está a acompanhar “em estreita colaboração” com Governo português.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa falou, de novo esta noite, com o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, para se inteirar da situação após a passagem do ciclone Idai”, refere uma nota publicada no site da presidência.

Segundo a mesma nota, “o Presidente moçambicano, que se encontra na zona afetada, informou o chefe de Estado sobre a evolução da situação e agradeceu os contributos do Governo português”.

“O Presidente da República continua a acompanhar a evolução da tragédia em estreita colaboração com o Governo português”, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.

O anúncio do envio de uma força de reação rápida foi feito hoje, em Lisboa, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações aos jornalistas, tendo acrescentado que um segundo avião C-130 português estará em condições de voar para Moçambique a partir de quinta-feira, com mais equipas de apoio.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou mais de 300 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos desde segunda-feira.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil “estão em situação de risco”, tendo decretado o estado de emergência nacional.

O país vai ainda cumprir três dias de luto nacional, até sexta-feira.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando que se trata da “pior crise humanitária no país".

*Com agência Lusa

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