Intervindo, em Coimbra, durante o 5.º fórum anual dos Graduados Portugueses no Estrangeiro, o Presidente da República disse que existem embaixadores formais e depois os embaixadores “substanciais ou materiais ou, se quiserem, informais, mas que não são menos importantes do que os formais”, frisou, dirigindo-se à plateia de cerca de 150 pessoas, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

“E o que tem de novo a vossa comunidade é que é muito qualificada. E ser muito qualificada a responsabilidade é maior”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado adiantou que ser embaixador é “funcionar nos dois sentidos”: por um lado trazer para Portugal “o que há de melhor, o que há de ponta” nos países onde os cientistas nacionais desenvolvem a sua atividade e, por outro lado, levar para esses países, sociedades e meios científicos “o que Portugal é hoje e o que Portugal quer ser no futuro”.

“Não apenas a imagem do passado, que é importante, historicamente e culturalmente, até porque somos muito do que fomos. Mas sobretudo o que somos hoje e o que queremos ser amanhã”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Isso é uma ação persistente, constante. Não vale a pena acreditar que são os embaixadores, os cônsules, os representantes da AICEP [Agência Portuguesa de Investimento e Comércio Exterior] que têm essa função essencial, não”, alegou o PR, frisando que no funcionamento em rede que é o dos cientistas e investigadores “muito mais rápido que o funcionamento diplomático clássico, mesmo quando é muito eficiente, a intervenção é mais célere e pode ser mais eficaz”, sustentou.

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