Os outros monumentos ou sítios mais ameaçados são a ferrovia a vapor de Achensee, no Tirol (Áustria), o complexo histórico do cemitério de Mirogoj, em Zagreb (Croácia), e os correios centrais em Skopje (Macedónia do Norte), segundo a lista divulgada hoje pela Europa Nostra.

O anúncio dos sete locais e monumentos mais ameaçados em 2021 foi feito durante um evento ‘online’ organizado por representantes da Europa Nostra e do Instituto do Banco Europeu de Investimento (BEI), com a participação da comissária europeia de Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel.

Durante a cerimónia, o vice-presidente executivo da Europa Nostra, Guy Clausse, sublinhou que o objetivo da organização “é tocar o sino de alarme sobre as sérias ameaças que esses locais estão a enfrentar”.

“De um notável mosteiro medieval a um notável jardim renascentista, desde construções industriais e modernas até paisagens culturais icónicas: esses locais são testemunhos importantes do nosso passado partilhado, memória e identidade”, frisou.

Num momento em que a Europa vive uma crise sem precedentes, a “Europa Nostra deseja expressar a sua solidariedade e dar o seu apoio às comunidades locais em toda a Europa que estão determinadas a salvar esses tesouros patrimoniais ameaçados”.

Numa reação ao anúncio dos sete locais mais ameaçados em 2021, Mariya Gabriel disse que o património cultural é o passado, presente e futuro dos europeus.

“Faz parte de nossa identidade e reúne pessoas de todo o continente em torno de valores e experiências compartilhadas. É precioso e merece nossa máxima atenção e proteção”, referiu, acrescentando que través do programa de património e sítios mais ameaçados são colocados “os holofotes sobre o património europeu em perigo, consciencializando e abrindo caminho para um futuro viável para os locais selecionados”.

A seleção dos sete espaços foi feita com base no significado patrimonial e no valor cultural de cada um, bem como com base nas ameaças que enfrentam.

Os sete sítios são elegíveis para uma bolsa patrimonial do BEI de até 10.000 euros.

O valor do BEI pode ser alocado para ajudar na realização de uma atividade que contribua para salvar o local ameaçado.

Lançado em 2013, este programa faz parte de uma campanha da sociedade civil para salvar o património ameaçado da Europa no sentido de consciencializar e preparar avaliações independentes, assim como propor recomendações de ação.

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