“É um passo muito bom”, considera em declarações à Lusa o encarregado-geral do lar, José Carlos Pereira, ressalvando que “não vai mudar muito na rotina, porque se tem assistido a um aumento exponencial de casos” no país, o que “preocupa bastante”.

A enfermeira Liliana Ferreira, que liderou a equipa que hoje trouxe a segunda dose de reforço (em cerca de um ano e meio de vacinação contra a covid-19), afirmou que o processo na área de Lisboa Central tem andado “a bom ritmo, com uma média de 120 utentes por dia e 17 estruturas residenciais para idosos” já cobertas desde o início.

“Começou na segunda-feira e esperamos terminar esta segunda dose de reforço até ao fim do mês de maio. Temos 58 estruturas na nossa área geográfica distribuídas por 13 freguesias, desde o Parque das Nações à Estrela”, acrescentou.

Maria Fernanda dos Santos Garcia, de 86 anos, desceu à sala comum para partilhar a manhã com cerca de uma dezena de outras colegas, com a novidade de hoje ter sido mais uma vez vacinada contra a doença que surgiu quando já vivia no lar há um ano.

“Vendi a minha casa e faz três anos que cá estou. Nunca tive covid. Tenho diabetes, colesterol, triglicéridos, tenho o catálogo das doenças, como o Raul Solnado”, disse à agência Lusa.

O lar de Nossa Senhora da Vitória fica dentro do bairro histórico Estrela de Ouro, na freguesia da Graça. Tem “um jardim muito bonito”, destaca Maria Fernanda Garcia, acrescentando: “toda a gente estivesse como a gente está”.

O encarregado aponta que se está “numa fase com muito menos restrições”, com “visitas com contacto físico, saídas dos utentes a casa e tudo isso implica um aumento gradual do risco”.

“Não vamos mudar nada e tentar ao máximo evitar que haja danos com o vírus”, reforça.

José Carlos Pereira afirma que a Casa de Saúde, que tem outro lar na freguesia de Santa Maria Maior, está “gradualmente a tentar recuperar a normalidade e não está a ser fácil”.

“Isto afetou muito as nossas utentes, as que estavam muito bem tiveram alguns problemas com as limitações de saída, as restrições a andarem de um lado e para o outro. Nesta fase estamos muito satisfeitos por as senhoras levarem este reforço”, assinala.

Maria Gabriela Cardoso, há um ano no lar da Graça, já se habituou às visitas periódicas das equipas da saúde pública: “nunca apanhei nada e tenho as vacinas todas”, disse à Lusa.

“Tenho doença de Parkinson e o médico aconselhou-me a não estar em casa sozinha. Sou viúva. Tenho uma família amorosa, o meu filho e as minhas netas cuidam de mim e estão sempre preocupadas comigo”, relatou.

Liliana Ferreira anda mais depressa nesta quarta volta, uma vez que o período de recobro baixou para 15 minutos, o que torna cada paragem menos demorada.

A equipa de vacinação, com duas coordenadoras e quatro a cinco enfermeiros, está de partida para outro lar, na continuação de mais uma manhã dedicada à vacinação de lares de idosos com a quarta dose da vacina contra a covid-19.

Estava prevista para o início do outono mas foi antecipada por causa do aumento de casos. Os idosos com 80 anos ou mais começaram esta semana ser contactados para irem tomar a vacina aos centros de saúde ou centros de vacinação.

A população elegível para esta vacinação é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infeção.

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