Os estrangeiros que residem no país não estão submetidos à medida, mas deverão ficar em quarentena preventiva nas suas residências, do mesmo modo que os colombianos ou membros de missões diplomáticas que regressaran das áreas de risco, declarou Duque a partir da Casa de Nariño, em Bogotá.

Também o governo do Uruguai decretou nesta emergência de saúde e o "fecho parcial das fronteiras" de maneira provisória, após o registo dos quatro primeiros casos de COVID-19 no país.

Em conferência de imprensa, o presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, informou que a resolução implica "uma quarentena obrigatória para passageiros de (nove) países declarados de risco", "proibição de desembarque de cruzeiros" e "suspensão de todos os espetáculos públicos", entre outras medidas.

A lista de países "de risco", divulgada pelo ministro da Saúde, Daniel Salinas, inclui China, Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Irão, Itália, Espanha, França e Alemanha, e poderá ser ampliada de acordo com o desenvolvimento da pandemia.

O governo decretou também a "suspensão de todos os espetáculos públicos", o que inclui uma "recomendação" à Associação Uruguaia de Futebol (AUF) para suspender o Campeonato Uruguaio, o que já foi adotado para todas as categorias.

A emergência sanitária foi decretada horas após o Ministério da Saúde Pública confirmar os quatro primeiros casos positivos do novo coronavírus no país, todos em pessoas que estiveram em Itália.

"Os quatro primeiros casos de Coronavírus Covid-19 foram confirmados. Todos vieram de Milão, entrando no país entre 3 e 6 de março. Os pacientes estão estáveis e em casa. O ministério está a monitorizar o seu estado".

Na noite desta sexta-feira, Salinas esclareceu entretanto que um dos quatro infectados chegou de Barcelona e não de Milão.

Segundo Salinas, "as pessoas que mantiveram contato direto com os pacientes são potencialmente candidatos a uma quarentena de 14 dias". O ministro disse ainda que a população está a ser orientada para pedir atendimento em casa no caso de sintomas associados ao vírus.

O ex-presidente e atual senador Julio María Sanguinetti declarou à imprensa que as escolas do ensino básico e secundário permanecerão abertas. Lacalle Pou esclareceu que a presença nas escolas será facultativa nos próximos dias.

No Chile,o presidente do país, Sebastián Piñera, anunciou uma série de medidas preventivas face à pandemia, incluindo a proibição de todos os eventos públicos com mais de 500 pessoas, no momento em que o país tem 43 casos confirmados.

"Seguindo as recomendações da OMS, desde o início da semana estão proibidos todos os eventos públicos com mais de 500 pessoas, em todo o país", disse Piñera.

"O Chile está em plena e iminente transição para a etapa 3 e é altamente provável que cheguemos à etapa 4", advertiu o presidente em mensagem ao país, mas Piñera não anunciou qualquer medida restritiva maior, como a suspensão das aulas, que será adotada apenas em estabelecimentos com casos confirmados.

Segundo o presidente, o país está a adotar uma série de protocolos e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que escolas de todos os níveis, universidades e funcionários públicos possam atuar a distância quando a emergência sanitária exigir.

A maioria dos 43 casos confirmados de Covid-19 no Chile está em três dos bairros mais elegantes de Santiago.

As partidas de futebol do Campeonato Chileno serão disputadas sem público até 18 de abril, e foram suspensos eventos como o festival Lollapalooza, previsto para o final de março em Santiago.

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