Quem visita a campa de um ente querido no Afeganistão, rega-a, por tradição. Por causa disso, Zilgai dirige-se ao amanhecer para o cemitério Kart-e-Sakhi, em Cabul, para vender água aos visitantes. O dia de trabalho só termina ao anoitecer. Por dia, ganha um dólar e meio.

No entanto, Zilgai não carrega, no dia-a-dia, apenas litros de água.  Transporta também consigo a responsabilidade de ajudar a família. O dinheiro que recebe serve para contribuir para as despesas da casa. Embora pequeno, é o irmão mais velho duma família afegã de oito pessoas.

Recorde-se que, em 2015, mais de 3.500 civis morreram na guerra no Afeganistão e 7.400 ficaram feridos. O ano passado foi o ano mais sangrento desde que as Nações Unidas começaram a registar, em 2009, os afegãos mortos e feridos na guerra.

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