A procuradora do Ministério Público que está a acompanhar o caso quer juntar "novos factos" que estarão ligados diretamente às circunstâncias da morte de Hugo Abreu, um dos dois recrutas que morreram no curso 127 dos Comandos em setembro de 2016.

A notícia, avançada esta terça-feira pelo Público, dá conta de que a procuradora acredita que um comandante do Regimento dos Comandos terá dado "ordens ao capitão-médico para resolver a situação de Hugo Abreu sem que fossem do conhecimento público as causas daquela situação".

O requerimento junto ao processo consultado pelo diário pretende assim um novo parecer à autópsia já realizada — ao invés de se levar a cabo uma nova como tinha sido veiculado na comunicação social.

Perante estes desenvolvimentos, o jornal esclarece que o coronel remeteu qualquer comentário sobre o assunto para o seu testemunho que prestou no tribunal "feito sob juramento", o qual considera ter sido "verídico e válido".

Durante o 127.º curso de Comandos morreram os recrutas Dylan da Silva e Hugo Abreu tendo o Ministério Público acusado 19 militares de envolvimento. O julgamento já entrou na sua fase final.

Os recrutas, ambos com 20 anos à data dos factos, morreram enquanto vários outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados, na sequência de uma prova deste curso, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, em 4 de setembro de 2016.

Segundo o Ministério Público, os arguidos atuaram com "manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram nos ofendidos".

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