A 11.ª Assembleia Plenária Ordinária da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores realizou-se de 12 a 15 de setembro em Roma, sete meses depois de um encontro sobre a “Proteção dos menores na Igreja”, que reuniu as conferências episcopais de todo o mundo.

Após esse encontro o Papa Francisco anunciou legislação mais rigorosa que obriga os sacerdotes e os religiosos a denunciar suspeitas de abusos sexuais na Igreja, assim como qualquer encobrimento pela hierarquia.

As novas normas do Papa Francisco que ordenam a criação em todas as dioceses, até 2020, de estruturas facilmente acessíveis ao público para apresentação de denúncias de eventuais casos de abusos entraram em vigor a 01 de junho.

À semelhança do que aconteceu em fevereiro na cimeira convocada pelo Papa, no início dos trabalhos da Assembleia da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores foi apresentado um relato de um caso de abuso por parte de um membro da Igreja no Brasil e também na família, uma experiência que envolveu dor, trauma, cuidado e perdão.

Segundo o portal Vatican News, em debate esteve a necessidade de construção de relações com os vários dicastérios e escritórios da Santa Sé, a fim de facilitar o trabalho em favor da proteção dos menores em todos os níveis dentro da Igreja.

“Há uma necessidade constante de que a cultura e a missão em favor da proteção dos menores sejam vistas e incorporadas sistematicamente na vida da Igreja em nível mundial”, lê-se no Vaticano News.

A Comissão pretende ainda continuar a desenvolver atividade nos três grupos de trabalho existentes dedicados ao diálogo com vítimas e sobreviventes, educação e formação, e diretrizes e normas para a promoção da tutela de menores.

De acordo com o Vaticano News, estão a ser desenvolvidos programas-piloto chamados "Survivors Advisory Panel" em três continentes, estando prevista a ativação de um outro num quarto continente.

Os membros da Comissão dão formação em diversas modalidades e locais, em várias partes do mundo, em resposta aos pedidos de conferências episcopais, dioceses, institutos de vida consagrada, sociedades de vida apostólica, movimentos eclesiais e associações.

A Comissão Pontifícia está também a preparar debates entre especialistas e conferências de formação tendo renovado nesta 11ª. Assembleia o compromisso de contribuir para que “um mundo que seja seguro para as crianças e as pessoas vulneráveis”.

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