“Pedimos às Administrações Regionais de Saúde todas que definissem os valores pagos aos tarefeiros, aos médicos prestadores de serviços, para o verão de 2022, para que houvesse uma maior harmonização e um planeamento mais a longo prazo destas situações”, disse à agência Lusa Diogo Ayres de Campos, responsável pela comissão de acompanhamento, no final de um dia de reuniões com várias entidades do setor.

De acordo com o médico, o que se passa atualmente é “um leilão de preços”, ou seja, cada hospital, de acordo com as necessidades que tem, vai oferecendo “preços muito variados”.

“Queremos que haja uma certa harmonização desses preços, que não sejam preços disparatados, mas que sejam pré-acordados e que façam com que as pessoas decidam” antecipadamente, explicou.

“Às vezes os prestadores de serviços decidem em cima dos acontecimentos, porque estão à espera de preços e assim impedia que essas decisões fossem feitas em cima do acontecimento e permitia planear com mais antecedência estas coisas”, exemplificou.

A comissão acordou também com a Direção Geral da Saúde um plano para atualizar “algumas orientações clínicas” para o transporte de grávidas entre instituições.

A DGS será a entidade responsável pela elaboração do plano, a discutir com as ordens profissionais. Segundo o médico, hoje foi apenas acordado iniciar o processo: “Queremos sair com essas normas o mais rapidamente possível, mas não será esta semana”.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo indicou que os serviços de ginecologia e obstetrícia da região de Lisboa estão a funcionar dentro da normalidade, mas alertou para a possibilidade de existirem limitações em algumas unidades.

Nos últimos dias, vários serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país tiveram de encerrar por determinados períodos ou funcionaram com limitações, devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

Para dar uma resposta a esta situação a ministra da Saúde, Marta Temido, criou na semana passada uma comissão de acompanhamento constituída por seis elementos.

Em declarações anteriores à Lusa, o coordenador nacional da comissão, o médico Diogo Ayres de Campos, explicou que o grupo vai encontrar uma fórmula para que exista “maior coordenação” entre os hospitais quando a maternidade ou o bloco de partos está encerrado.

Diogo Ayres de Campos, diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e presidente da Associação Europeia de Medicina Perinatal, considerou que deve existir uma maior coordenação entre hospitais quando um bloco de partos ou uma urgência encerra para que não aconteça em simultâneo e de forma desorganizada, como tem sucedido nos últimos dias.

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