1. Aumento da procura por carros elétricos põe floresta nas Filipinas em risco

Os carros elétricos têm sido apresentados como a alternativa ecológica para os veículos a gasolina ou gasóleo. E, de facto, criam uma pegada de carbono menor do que os carros tradicionais. Contudo, o fabrico dos carros elétricos, mesmo quando feito de forma responsável, continua a ser prejudicial para o meio ambiente. 

Planeta A

Uma volta ao mundo centrada nos temas que marcam.

Todas as semanas, selecionamos os principais trabalhos associados à rede Covering Climate Now, que o SAPO24 integra desde 2019, e que une centenas de órgãos de comunicação social comprometidos em trazer mais e melhor jornalismo sobre aquele que se configura como um tema determinante não apenas no presente, mas para o futuro de todos nós: as alterações climáticas ou, colocando de outra forma, a emergência climática.

É o caso da mina Rio Tuba, localizada nas Filipinas, que fornece níquel para as baterias dos carros de empresas como a Tesla e a Toyota. 

Uma vez que a procura por carros elétricos está a crescer cada vez mais, há planos para aumentar a mina e expandir a exploração pela floresta tropical dentro, adicionando quase 16km². 

Os ambientalistas locais temem que isso arruine o ecossistema frágil da floresta e que haja um aumento de escoamento tóxico para os rios que passam pelas terras agrícolas, prejudicando as colheitas da população local.

E o crescimento não parará por aqui. Espera-se que até 2030 a procura por níquel aumente pelo menos 10 vezes. 

“O que está em causa é a vida e a sobrevivência das pessoas nas comunidades”, disse Grizelda Mayo-Anda, uma advogada ambiental.

Para ler na íntegra em NBC News

Cheia Sudão do Sul
Cheia Sudão do Sul créditos: Al Jazeera

2. Depois de uma guerra civil, o Sudão do Sul trava uma guerra climática

Uma das mais recentes nações do mundo, o Sudão do  Sul, está a ser assolada por dois fenómenos climáticos extremos: tanto secas como chuvas fortes, que juntas criam as condições ideais para inundações “bíblicas” e devastadoras. 

Assolado por anos de conflito, o país quase não teve tempo de paz suficiente para começar a construir: apenas 200 km das estradas são pavimentadas.

Mais de 850 mil pessoas foram afetadas pelas cheias, disse a agência da ONU que coordena a equipa de ajuda, e cerca de 35 mil delas ficaram sem casa.

Para ler ou ver na íntegra em CNN

podcast
podcast

3. Já ouviu anúncios em podcasts do esforço climático que as empresas petrolíferas estão a fazer? Não é o único

A Exxon e outras empresas de combustíveis fósseis estão a comunicar em massa através de diferentes podcasts populares, como o The Daily, as medidas que estão a tomar para combater as alterações climáticas. 

Vários especialistas do clima acusam as empresas de greenwashing, isto é, a técnica de criar uma falsa aparência de sustentabilidade através de marketing e publicidade, sem qualquer tipo de compromisso real com práticas mais verdes. 

“O súbito interesse da indústria de combustíveis fósseis em podcasts coincide com a recente adoção das redes sociais e anúncios em newsletters para comunicar”, refere a jornalista Amy Westervelt. Diz ainda que pode ter a ver com a diferença regulamentar entre estes “novos” meios de comunicação e os tradicionais.  

Para ler na íntegra em The Guardian

Amazónia
Amazónia créditos: AFP or licensors

4. A Califórnia (EUA) consome metade do petróleo da Amazónia

Nos últimos 50 anos, as empresas de petróleo extraíram imensas quantidades de petróleo da Amazónia, causando a destruição da floresta tropical, crucial para desacelerar as mudanças climáticas, e colocando em risco as tribos indígenas que dependem dela.

“Dói-me ver o pouco que resta da nossa floresta tropical dentro desta área protegida”, disse Nemo Guiquita, um líder da tribo Waorani. 

Para ler na íntegra em NBC News

NBC News
NBC News créditos: NBC News

5. “A vossa geração é que nos meteu nesta confusão”: filhos de funcionários da indústria do petróleo sentam-se à mesa com os pais para discutir a crise climática

Andy e Wendy conheceram-se nos anos 70 enquanto trabalhavam como engenheiros para a Exxon. Passaram décadas a trabalhar com petróleo e gás enquanto criavam os filhos.

Agora reformados, foram passar as férias com o seu filho, James, e sua filha, Liz, que tem dois filhos pequenos. A família sentou-se com o Guardian um dia antes do Dia de Ação de Graças para discutir como é que as três gerações olham para a crise climática e como é que a família avalia a sua relação com o combustível fóssil.

Para ler na íntegra em The Guardian

Por cá: Emissões dispararam na avenida da Liberdade em Lisboa desde outubro

A associação ambientalista Zero alertou esta quinta-feira que a poluição dos carros na avenida da Liberdade, em Lisboa, disparou nos últimos meses, voltando a superar os limites previstos na lei, e apelou à criação de zonas com circulação automóvel condicionada.

Para ler na íntegra em SAPO24