Em comunicado enviado à agência Lusa, a CCDRC refere que foi registada na estação de Montemor-o-Velho uma concentração média horária de 182 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), entre as 15:00 e as 16:00 de hoje, valor superior aos 180 µg/m3 definidos como valor “limiar de informação para este poluente”.

Os valores de concentração de ozono observados podem provocar “danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população [crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas]”, adverte aquele organismo.

De acordo com a CCDRC, os residentes nos locais afetados devem reduzir ao “mínimo a atividade física intensa no exterior, [sobretudo ao ar livre]”, e evitar “outros fatores de risco, tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição”, como, por exemplo, gasolina, tintas e vernizes”.

É igualmente recomendável que os habitantes da área atingida “respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso” e que “recorram a cuidados médicos, em caso de agravamento de eventuais sintomas”, lê-se ainda na nota.

“A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares”, sublinha a CCDRC.