"O que está em cima da mesa, neste momento, no que diz respeito ao salário mínimo tem a ver com o ano de 2017. Nós consideramos que, neste momento, com os números que estão a ser avançados, há muito poucas probabilidades de haver um acordo", declarou Francisco Calheiros aos jornalistas, no final de uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

Contudo, a Confederação do Turismo "é favorável a um acordo a médio longo prazo, e já o tem dito, com indicadores concretos, com propostas concretas de quais seriam os aumentos previstos - não em termos de valores, mas em termos de indicadores" acrescentou.

Francisco Calheiros afirmou ainda que, para a Confederação do Turismo, é "extremamente importante" que um eventual acordo de médio/ longo prazo inclua um compromisso de "não haver alterações à legislação laboral".

"Foi mais ou menos isso que viemos dizer aqui ao senhor Presidente da República", explicou.

Sobre o aumento do salário mínimo no próximo ano, o presidente da Confederação do Turismo referiu-se ao valor de 557 euros, acordado entre o Governo e o Bloco de Esquerda, mas salientou que desconhece qualquer "proposta concreta".

"O salário mínimo esteve congelado durante muito tempo, depois passou para 485, 505 e 530. Sabemos também, é público neste momento, que quer a inflação e a competitividade os números variam 1%, 2%. Portanto, a nossa pergunta é qual é o racional de fazer um aumento de 5%?", questionou.

Segundo Francisco Calheiros, este tema "envolve tanto questões emocionais como questões racionais".

"Consideramos que o salário mínimo é baixo, mas é um indicador. Portanto, nós temos de pensar nas empresas que não estão em condições de o poder pagar sempre", defendeu.

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