Ilda Figueiredo, presidente do Conselho para a Paz e Cooperação - e que se prepara para abandonar o Comité Central do PCP -, falava no segundo de três dias do XX Congresso do seu partido, que decorre em Almada, num discurso em que também condenou o "golpe" político verificado no Brasil com a destituição da anterior Presidente, Dilma Russef.

A ex-eurodeputada comunista recebeu palmas dos congressistas quando se referiu à "firme resistência patriótica" dos povos da Síria e da Palestina face às forças imperialistas, protagonizadas pelos Estados Unidos e pela NATO.

"As conclusões das últimas cimeiras da NATO confirmam e intensificam o seu avanço até às fronteiras da Federação Russa, particularmente com o golpe de Estado e a fascização crescente da Ucrânia. Ao mesmo tempo, a NATO reforça a sua presença nos países bálticos e aprofunda parcerias através da instalação de mais componentes do sistema ofensivo antimíssil dos Estados Unidos", apontou a dirigente cessante do PCP.

Ilda Figueiredo condenou também "o golpe" político no Brasil, cuja responsabilidade atribuiu a "oligarquias" locais com o objetivo de procurar "reverter os processos de sentido progressista".

Processos de sentido progressista que disse estarem também em curso em países da América Latina como a Nicarágua, a Venezuela, o Equador ou Bolívia.

Em relação a Cuba, a ex-eurodeputada comunista afirmou que prossegue "a luta contra o bloqueio" norte-americano e pela devolução do território de Guantánamo.

"Uma das grandes exigências da atualidade é o reforço da frente anti-imperialista, juntando todas as forças progressistas a nível mundial", acrescentou.

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