Andreia Galvão afirmou que “há vários projetos em andamento”, como o que permitirá fazer a “limpeza e conservação da fachada da igreja manuelina (onde se inclui a Janela do Capítulo), em todos os panos”, numa intervenção que abrangerá os vitrais e que se encontra em concurso.

Em "processo de andamento" para candidatura a financiamento está a entrada no lado Norte, na construção filipina, para criação de acessibilidade, a todos os pisos deste monumento Património da Humanidade, para pessoas com cadeiras de rodas ou carrinhos de bebé, a par da criação de um novo acesso no Paço do Infante, que disponibilizará uma entrada alternativa, acrescentou.

No âmbito do esforço de melhoria do “conforto e recetividade ao público”, deverá igualmente ficar pronto no próximo ano um percurso acessível para pessoas com deficiência e com dificuldades de locomoção, sinalizado e identificado com passadeiras, resultante de uma candidatura da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC, que tutela o monumento) ao programa Inclusão.

O Convento de Cristo, em Tomar (distrito de Santarém), assinalou hoje os 35 anos de classificação como Património Mundial com um seminário em que foram abordadas questões como a importância da classificação pela UNESCO, a reabilitação e restauro, a segurança e os contributos para a conservação e valorização do Claustro da Micha.

Andreia Galvão, que por motivos de saúde não esteve na sessão, disse à Lusa que é um “orgulho” ter este monumento aberto ao público, reafirmando a “esperança” de que partes atualmente encerradas, como a ala filipina ou a alcáçova, possam tornar-se visitáveis, permitindo a criação de novos percursos.

A diretora do monumento afirmou que gostaria de ver outros projetos concretizados e que fosse possível “avançar mais rápido”, mas frisou que, sendo uma área “tão especializada”, nem sempre é fácil encontrar várias empresas para realizar as consultas obrigatórias por lei, como exigem “as boas práticas”.

No próximo ano deverá ser montada mais uma exposição do projeto que pretende “expor em contexto” a coleção “escondida” e a “precisar de ser mostrada”, existente no Convento, num processo sustentado sempre em trabalhos de investigação, salientou.

O património classificado engloba o Convento de Cristo, monumento renascentista, o Castelo Templário, fundado em 1160 (que compreendia a vila murada, o terreiro e a casa militar situada entre a casa do Mestre, a Alcáçova, e o oratório dos cavaleiros, em rotunda, a Charola, concluída em 1190), a cerca conventual, atual Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual, conhecido por Aqueduto dos Pegões.

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