De acordo com o comunicado oficial do chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, divulgado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, o regime de Pyongyang "disparou vários mísseis" da cidade de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte.

Embora, de início, as autoridades sul-coreanas só tivessem registado um lançamento, às 09:06 (01:00 em Lisboa), nos seguintes vinte minutos foram registados vários mísseis que viajaram entre 70 e 100 quilómetros hora, segundo a nota oficial.

"Os nossos militares estão a acompanhar de perto os movimentos da Coreia do Norte" em "estreita coordenação com os Estados Unidos", acrescenta a nota.

No dia 18 de abril, o regime de Pyongyang informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia supervisionado um teste de uma nova arma tática no dia anterior.

Um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano disse mais tarde que se tratava de um teste com um sistema de mísseis para combate terrestre.

Os lançamentos de hoje dos mísseis acontecem pouco mais de uma semana depois da cimeira entre Kim Jong-un e do Presidente russo, Vladimir Putin, em Vladivostok.

"Os Estados Unidos adotaram uma atitude de má-fé" na segunda cimeira entre o líder norte-coreano e o Presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro, disse Kim a Putin no encontro, segundo a KCNA.

A Coreia do Norte tem exigido que cessem "totalmente" as sanções que a ONU impôs ao regime de Pyongyang devido aos testes nucleares e balísticos iniciados em 2006.

A Casa Branca, no entanto, mantém a posição de não ceder a essa pressão enquanto Pyongyang não tomar medidas concretas para desmantelar o seu arsenal nuclear.

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