O Comité de Emergência da OMS, formado por especialistas de diversos países, incluindo epidemiologistas chineses, esteve hoje reunido na sede da organização, em Genebra, na Suíça, sem chegar a um consenso, pelo que decidiu voltar a reunir-se na quinta-feira, indicou o presidente do órgão de peritos, Didier Houssin, citado pela agência noticiosa espanhola Efe.

Em conferência de imprensa, Didier Houssin reconheceu que houve uma divisão de 50% dos membros do Comité no momento de declarar a emergência de saúde pública internacional.

Em contrapartida, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, invocou que é necessária mais informação das autoridades de saúde chinesas.

Segundo os peritos da OMS, há evidências de transmissão do novo coronavírus (família de vírus) entre humanos, o que torna mais rápida a sua propagação, tal como aconteceu com os coravírus na origem da Síndrome Respiratória Aguda Grave e da Síndrome Respiratória do Médio Oriente.

A emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas preventivas a nível mundial e foi declarada para as epidemias da gripe H1N1, em 2009, dos vírus Zika, em 2016, do Ébola, que atingiu uma parte da África Ocidental, de 2014 a 2016, e a República Democrática do Congo, desde 2018, e do pólio, em 2014.

O novo coronavírus, que causa pneumonias virais, foi detetado na China em dezembro e já infetou mais de 400 pessoas e provocou a morte a pelo menos 17.

O vírus em causa é transmitido entre animais e passou para os seres humanos, havendo já registos de transmissão pessoa a pessoa, mas ainda em circunstâncias não totalmente fundamentadas.

Os primeiros casos do coronavírus "2019 – nCoV" apareceram na cidade chinesa de Whuan, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral (infeção nos pulmões provocada por um vírus).

Percebeu-se que todas as pessoas trabalhavam ou visitavam com frequência o mercado de marisco e carnes de Huanan, nessa mesma cidade.

Ainda se desconhece a origem exata da infeção, mas terão sido animais contaminados, que são comercializados vivos, a transmiti-la aos seres humanos.

Os sintomas deste coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

Além da China, com o maior número de infeções, vários outros países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia, e os Estados Unidos já reportaram casos.

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