Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), também um escritório de advogados e instalações do Automóvel Clube de Portugal (ACP) foram alvo de buscas.

A PGDL acrescenta que elementos da divisão de trânsito da Polícia de Segurança Pública (PSP), funcionários e juristas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), ACP e advogados dedicavam-se, pelo menos desde 2015, a identificar condutores que tinham sido alvo de contraordenações através do acesso indevido a bases de dados informáticos relacionados com a gestão de autos – SCOR e SIGA.

A troco de vantagens pecuniárias, eram obtidas decisões favoráveis aos condutores alvo de contraordenações de modo a eliminarem os dados do seu Registo Nacional de Condutores (RNC) ou a conseguirem segundas vias de cartas de condução.

A operação, que começou hoje de manhã e continua a decorrer, já levou à detenção de três pessoas. Um dos detidos exerceu funções na secção de contraordenações rodoviárias da Divisão de Transito da PSP, refere a PGDL.

A operação mobiliza magistrados da 9ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e está a ser executada pela PSP em colaboração com a Unidade de Telecomunicações e Informática da Polícia Judiciária, envolvendo centenas de operacionais.

A PGDL refere ainda que um dos três detidos está indiciado pelo crime de detenção de arma proibida.

A operação da PSP, cuja investigação decorre pelo menos há ano e meio, envolveu já 31 buscas.

Na sequência das buscas, as instalações do IMT na Avenida Elias Garcia estão encerradas e os funcionários foram mandados sair do local.

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