Este reparo foi deixado por António Costa na mensagem de boas-vindas que proferiu no início do almoço de trabalho da cimeira dos países "Amigos da Coesão", que junta em Beja 17 Estados-membros da União Europeia.

Numa intervenção em que a comunicação social teve acesso direto aos dois primeiros minutos, o líder do executivo nacional começou por apontar que um Conselho Europeu extraordinário para discutir o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2021/2027) está marcado para o próximo dia 20 em Bruxelas.

"Passaram já quase dois anos desde que a Comissão Europeia apresentou a sua primeira proposta e, desde então - temos de reconhecer - não tivemos ainda grandes avanços, o que significa que agora temos muito pouco tempo para conseguir concluir o trabalho que não fizemos nos dois anos precedentes", lamentou o primeiro-ministro.

Em matéria de Quadro Financeiro Plurianual Financeiro da União Europeia para os próximos sete anos, António Costa defendeu que "há muito a discutir, desde o montante global do Orçamento, as suas fontes de financiamento, bem como as suas diversas prioridades".

Na parte inicial da sua mensagem de boas-vindas, que proferiu em inglês, António Costa falou brevemente aos seus colegas chefes de Governo e de Estado sobre a cidade em que se realiza esta cimeira, Beja, uma das três capitais de distrito do Alentejo.

"Estamos no coração de uma das mais desafiantes regiões da coesão em Portugal", salientou.

Tal como já fizera esta manhã, o primeiro-ministro observou que hoje é o primeiro após a saída do Reino Unido da União Europeia.

"A coesão tem aqui nesta cimeira um valor especialmente simbólico. Contra a divisão temos de contrapor coesão. Por isso, estamos aqui em Beja", acrescentou.

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