Esta decisão foi anunciada por António Costa no final do Conselho de Ministros em que aprovou a terceira fase do plano do Governo de levantamento de restrições por causa da covid-19, num momento em que Portugal se aproxima de uma taxa de vacinação da sua população de 85%.

“Estamos em condições de avançar para a terceira fase do plano [de alívio de restrições] de 29 de julho passado. Portugal passará do atual estado de contingência para a situação de alerta a partir de 01 de outubro”, declarou.

Falando em conferência de imprensa, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, o líder do executivo justificou a evolução do país no controlo da pandemia sobretudo com base nos progressos verificados ao nível da taxa de vacinação.

“A grande diferença, desde logo no risco de transmissão (Rt), mas também na incidência da doença, tem a ver com o impacto da vacinação. Não obstante termos hoje um ritmo de transmissão idêntico ao de março, progressivamente a taxa de incidência foi decrescente. E quando observamos por faixas etárias verificamos que houve uma queda abrupta [de infeções] entre a população mais jovem, convergindo com o conjunto das outras faixas etárias”, indicou.

Ou seja, de acordo com o primeiro-ministro, atualmente “já não há praticamente distinção no nível de incidência em função da faixa etária, o que confirma que a vacinação foi determinante e é determinante para se continuar a reduzir esta taxa”.

“Verificou-se um impacto positivo em termos de gravidade da doença, com o número de internamento nos 426, muito abaixo do que tivemos anteriormente. E o número de pessoas em unidades de cuidados intensivos está em 75. Regista-se, ainda, uma estabilização da taxa de letalidade, sendo agora reduzida”, assinalou logo a seguir.

Para António Costa, estes resultados só são possíveis porque “Portugal está em primeiro lugar na percentagem de população com vacinação completa, bastante à frente de outros países europeus e do mundo”.

“Neste momento, registamos uma taxa de vacinação completa de 83,4% da população. De acordo com as previsões da ‘task force’, ao longo da próxima semana, é previsível que alcancemos a taxa de vacinação de 85%. Por isso, país está em condições para avançar para a terceira fase”, acrescentou.

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