“Dos 9.450 doentes a quem foi enviado este inquérito [pessoas que foram diagnosticados na quinta-feira passada] com covid-19 cerca de 1.200” já tinham preenchido este inquérito na terça-feira, contribuindo para acelerar o rastreio dos seus contactos de risco, disse hoje em entrevista à agência Lusa o presidente da SPMS - Serviço Partilhados do Ministério da Saúde, Luis Goes Pinheiro.

Enviado automaticamente através de SMS e e-mail, através dos dados de contacto que constam no Registo Nacional de Utentes, este formulário permite ao doente indicar o seu estado de saúde, a data de início de sintomas, morada, entre outros dados e, simultaneamente, facultar informação relativa aos seus contactos de risco.

A informação validada será integrada de forma mais célere no sistema de informação Trace Covid-19, passando a ser feito, também mais rapidamente o acompanhamento dos contactos de risco pelas equipas de saúde pública.

Luís Goes Pinheiro explicou que os que não responderam ainda o podem fazer até serem dados como curados.

“Mas [1.200] é um número muito significativo e se pensarmos no número de horas que poupa às equipas de saúde pública então é de facto extraordinário”, salientou.

A criação desta ferramenta foi um trabalho conjunto entre a SPMS e a Direção-Geral da Saúde e que se baseia num trabalho já existente, o auto-reporte de sintomas que visa apoiar os médicos de Medicina Geral e Familiar que fazem o seguimento de doentes no domicílio.

Segundo Luís Goes Pinheiro, o auto-reporte já tem mais de 1,1 milhões de registos de sintomas feitos por mais de 300 mil utentes.

O aumento tem sido expressivo, atingindo uma média que varia entre as 10 e 20 mil submissões diárias no registo disponível no ‘site’ covid-19 e na Área do Cidadão do Registo de Saúde Eletrónico, sendo a informação integrada no Trace Covid-19.

O presidente da SPMS observou que “na semana de maior pico em janeiro deste ano” tiveram “cerca de 20 mil inquéritos de auto reporte preenchidos, o que podem ter significado na libertação da força de trabalho de mais de 300 pessoas que nesse dia passaram a estar disponíveis para outras tarefas essenciais no âmbito dos centros de saúde”.

“Estamos a falar de facto de um trabalho absolutamente crucial e as pessoas estão disponíveis para isso, até porque sentem que estão a ser acompanhadas”, sublinhou.

Luís Goes Pinheiro explicou que o auto-reporte de sintomas destina-se aos doentes, mas também aos suspeitos de estarem doentes e aos seus contactos para irem informando o sistema de seu estado de saúde, o que "facilita muito o trabalho dos médicos, porque passam a atender com muito mais atenção aqueles que carecem desse cuidado adicional”.

Foi com base nesta “boa experiência” no âmbito do acompanhamento de doentes no seu domicílio pelas equipas de Medicina Geral e Familiar que agora se estende este serviço para apoiar as equipas de saúde pública no âmbito dos inquéritos epidemiológicos.

“A vantagem é que além de facilitar o trabalho das equipas de saúde pública, permite acelerar muito a deteção precoce dos contactos de elevado risco”, o que “é muito importante em termos de contenção da pandemia e, portanto, este inquérito surge num momento muito relevante” e é “absolutamente crucial para suster a propagação da pandemia”.

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