“Em praias grandes temos uma preocupação e acho que é absolutamente essencial o reforço da vigilância, não apenas no que se passa na areia, mas para o que se passa no mar, porque significa que as pessoas vão ocupar cada vez mais praias não concessionadas”, disse Inês de Medeiros.

A autarca falava à Lusa após o anúncio do Governo sobre as regras para a próxima época balnear, considerando que “espelham muitas das preocupações que foram expressas pelos diversos participantes” em reuniões de trabalho, incluindo do seu concelho, no distrito de Setúbal.

“É importante que haja uma distância entre cada guarda-sol, uma limitação no número de grupos e todas essas questões estão espelhadas, mas também é importante termos uma margem de flexibilidade para nos podermos adaptar à realidade de cada praia”, referiu.

As praias de Almada têm diversas tipologias, urbanas, semiurbanas e até selvagens, segundo a autarca.

Na sua visão, não deverá haver problema em assegurar o distanciamento social nas praias da Costa de Caparica, porque o areal é extenso e as pessoas “já interiorizaram a distância de segurança que têm de ter”.

“É muito mais fácil controlar isso num areal muito extenso onde as pessoas se podem expandir do que em praias muito limitadas, como as praias urbanas, onde só com as marés o areal diminuiu muito”, frisou.

No entanto, para Inês de Medeiros, também é o distanciamento social que pode levar as pessoas a recorrer a praias não concessionadas, pelo que a Câmara de Almada está a “fazer um esforço de vigilância para a segurança contra os perigos e afogamento no mar”.

“Em Almada nós já tínhamos um dispositivo de pré-época balnear com vigilância nas praias. Este ano não houve pré-época, mas estamos a reproduzir o dispositivo que tínhamos, mas agora para a época balnear, estendendo a vigilância além das praias concessionadas”, adiantou.

A Federação Portuguesa dos Nadadores Salvadores voltou a advertir hoje que faltam entre 1.500 a 2.000 nadadores-salvadores para assegurar a vigilância nas praias do país, porque os cursos foram interrompidos com a pandemia da covid-19 e a declaração do estado de emergência.

Neste sentido, Inês de Medeiros admitiu que a contratação de nadadores-salvadores “é uma dificuldade” e que as praias do concelho terão “de recorrer a outros meios de vigilância”, o que já está a ser articulado com as associações de nadadores-salvadores, com a Autoridade Marítima Nacional, com a Proteção Civil municipal e as forças de segurança.

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro, António Costa, apresentou hoje algumas das regras a aplicar na próxima época balnear, como a distância de 1,5 metros entre grupos, três metros de distância entre chapéus e toldos ou a interdição de atividades desportivas para duas ou mais pessoas (exceto náuticas).

Além disso, segundo o líder do executivo, haverá uma aplicação que indica a lotação das praias e serão os próprios cidadãos a fiscalizar o cumprimento de regras como o distanciamento social nas praias.

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