Este país com 11,5 milhões de habitantes e forte densidade populacional registou até hoje 10.001 mortes, com 14 nas últimas 24 horas, e 117.115 casos positivos no total, com mais de 1.700 nas últimas 24 horas, indicou o instituto de saúde pública Sciensano.

As autoridades belgas adotaram desde o início da pandemia, há sete meses, por um amplo recenseamento das mortes, e que incluem as que ocorreram nos hospitais e nos lares de terceira idade mas também óbitos possivelmente relacionados com o vírus, sem que necessariamente um teste pudesse confirmar essa suspeita.

No decurso do pico da pandemia em abril, a Bélgica tinha contabilizado durante dez dias mais de 250 mortes diárias, com um recorde de 321 em 08 de abril, ainda segundo os dados da Sciensano.

A barreira dos 5.000 mortos foi ultrapassada em 17 de abril.

Para completar o sistema em vigor de seguimento dos contactos através dos centros de chamadas telefónicas, as autoridades sanitárias anunciaram hoje oficialmente uma aplicação móvel designada “Coronalert” e exortaram os belgas a descarregá-la nos seus telemóveis.

“A partir de uma proporção de 15% de utilizadores entre a população, podem ser salvas vidas”, indicou axel Legai, dirigente da ‘strat-up’ Devside que desenvolveu a aplicação.

A diminuição do número de contaminações e de mortes acelera-se “logo que se ultrapasse 20% ou 30% dos descarregamentos”, acrescentou, ao citar os trabalhos do cientista norte-americano Christopher Fraser.

A aplicação “Coronalert”, que funciona através do sistema Bluetooth, “desempenha uma função de ajuda-memória ao prevenir de forma anónima dos contactos de alto risco dos quais não nos recordamos ou não possuímos a identidade”, sublinha um comunicado de apresentação.

A condição prévia implica que seja instalado em simultâneo por um doente que testou positivo e as pessoas com quem se cruzou recentemente.

O número diário de mortos na Bélgica voltou a aumentar desde o início do mês, passando de três a sete ou oito em média nos últimos dias, e os idosos ou pessoas com saúde frágil começaram a ser cada vez mais numerosas entre os doentes.

Os idosos de cerca de 1.500 lares da Bélgica foram duramente atingidos pela pandemia.

Estes estabelecimentos registaram cerca de metade das mortes, segundo os números oficiais. Um número que segundo a organização Médicos sem fronteira (MSF) da Bélgica aumenta para cerca de dois terços (64%) se forem incluídos os residentes de lares de terceira idade que morreram no hospital, denunciando-se a situação de fim de vida “por vezes terríveis”.

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