O Brasil registou 24.858 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, informou o executivo brasileiro na quinta-feira. Em relação ao número de mortes, o país sul-americano somou mais 497 óbitos, num total 155.900 vítimas mortais.

Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 503 vítimas mortais e 25.033 infetados entre terça e quarta-feira, totalizando 5.325.682 casos e 155.962 vítimas mortais.

No Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, 388.435 pessoas diagnosticadas com a doença estão sob acompanhamento médico, enquanto que 4.779.295 já recuperaram da covid-19.

Geograficamente, São Paulo, foco da pandemia no país, é o estado com maior número de casos de infeção (1.076.939), sendo seguido pela Bahia (340.665), Minas Gerais (343.159) e Rio de Janeiro (295.021).

Já os estados com mais mortes são São Paulo (38.482), Rio de Janeiro (20.021), Ceará (9.243) e Minas Gerais (8.621).

Um contrato do Ministério da Saúde para aquisição de 10 milhões de kits de reagentes usados em testes da covid-19, firmado em agosto por 133,2 milhões de reais (20,1 milhões de euros), está sob suspeita de irregularidades, de acordo com o jornal O Globo.

As alegadas irregularidades foram detetadas pela Direção de Integridade (Dinteg) do próprio Ministério e enviadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) durante o trabalho de fiscalização periódica das medidas relacionadas com a pandemia.

Num relatório, a equipa relatou “diversas alterações na especificação do objeto a ser contratado” ao longo do processo de compra.

A tutela da Saúde informou que avalia “anular o contrato”, “reavaliar a real necessidade de contratação dos testes” e “instaurar procedimento para apurar a responsabilidade dos envolvidos”, segundo o Globo.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que se encontra infetado com o novo coronavírus, apareceram juntos na quinta-feira, numa transmissão em direto, na rede social Facebook, para negar os rumores de crise entre ambos.

“Falaram até que estávamos chateados aqui. No meio militar é comum acontecer isso aqui, está certo? É o choque das coisas, não teve problema nenhum”, afirmou Bolsonaro.

Já Pazuello, que fez toda a declaração sem recorrer ao uso de máscara, declarou: “Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece. Mas nós temos um carinho, entendeu? Dá para desenrolar”.

A mensagem ocorre depois de o chefe do Estado brasileiro ter desautorizado publicamente o seu ministro da Saúde, ao recuar na aquisição 46 milhões da vacina Coronavac, desenvolvida entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, órgão ligado ao estado de São Paulo, governado por Jorão Doria, adversário político de Bolsonaro.

O Presidente, que também já testou positivo para a covid-19 e se curou, também não usou máscara na presença do ministro infetado.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 41,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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