Como avançou o conselheiro de Estado e antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário político aos domingos, na SIC, esta nova reunião, que terá lugar pelas 10:00, decorrerá por videoconferência e não na sede do Infarmed, em Lisboa.

Nas últimas reuniões, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o primeiro-ministro, António Costa, a titular da pasta da Saúde, Marta Temido, e a quase totalidade dos peritos que apresentaram comunicações estiveram juntos nas instalações do Infarmed.

Só os representantes dos partidos parlamentares e dos parceiros sociais, bem como os conselheiros de Estado, participaram nessas reuniões por videoconferência.

A ideia de voltar a reunir políticos e especialistas, para uma avaliação da situação epidemiológica em Portugal, foi avançada pelo primeiro-ministro na terça-feira passada, aditando então aos jornalistas que iria abordar esse assunto com o Presidente da República até ao final dessa semana.

Esta nova reunião com peritos insere-se num contexto em que se considera que Portugal já terá atingido há cerca de 10 dias um pico em termos de casos de covid-19, com o número de infeções a apresentar agora uma trajetória descendente.

Na sexta-feira, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), o índice de transmissão (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 registou uma descida para 0,88 e a incidência de infeções voltou a baixar, chegando aos 6.099,6 casos por 100 mil habitantes.

Este domingo, a DGS anunciou também que mais de 22 milhões de vacinas contra a covid-19 já foram administradas em Portugal, permitindo que 8,8 milhões de pessoas tenham a vacinação primária completa e 5,6 milhões a dose de reforço.

Neste quadro, perante os jornalistas, o primeiro-ministro admitiu que Portugal possa avançar para o levantamento de um conjunto de restrições, tal como já acontece em vários países da União Europeia.

Segundo António Costa, os especialistas que têm trabalhado diretamente com o Governo na adoção de medidas de controlo e combate à pandemia “estão a ponderar que alterações devem ser introduzidas face à evolução da covid-19”.

No entanto, logo a seguir, António Costa fez uma ressalva e invocou a sua própria recente experiência com a infeção da covid-19.

O primeiro-ministro terminou no passado dia 8 um período de isolamento de sete dias, depois de ter sido infetado com o vírus que provoca a covid-19.

“Que ninguém desvalorize a doença, porque, mesmo quando os sintomas não são graves – eu não tive febre, nem grandes dificuldades -, há uma coisa de que não tenho dúvidas: O nível de cansaço foi extremamente elevado. E hoje não me sinto totalmente recuperado para ir correr oito quilómetros”, observou.

Após estas palavras, António Costa apelou a que se recorra à vacinação e à “manutenção de todas as cautelas de proteção individual”.

“É um apelo que faço agora com experiência própria, não sabendo que consequências terá no futuro. Mesmo nos países que têm vindo a levantar as restrições legais, têm mantido o conselho à responsabilidade individual na gestão do risco”, acrescentou.

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