A posição da associação surge depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter anunciado, na quinta-feira, que a entrada nos espaços de diversão noturna vai estar sujeita à apresentação de teste negativo à covid-19, mesmo para vacinados, a partir de 01 de dezembro, e bares e discotecas vão encerrar entre 02 e 09 de janeiro para “contenção” de contactos e prevenção de contágios após o Natal e Ano Novo.

“A semana de contenção, de 2 a 9 de janeiro, acho muito bem, acho correta, porque durante esse período festivo do Natal e fim de ano vai haver reuniões e aglomerados de famílias e grupos e há que conter isso logo a seguir, para não ser transmissível a outras pessoas, se é que alguém está infetado”, afirmou o presidente da Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA), Liberto Mealha.

Se o encerramento na semana de contenção “não é muito desacertado”, já a obrigatoriedade de apresentação de teste, mesmo com certificado de vacinação, é criticada pela associação algarvia, que vai hoje pedir a revisão da medida ao Ministério da Economia, juntamente com representantes da diversão noturna de Lisboa e Centro e do Norte, numa reunião prevista para as 15:00, em Lisboa, revelou Liberto Mealha.

O presidente da ADSA disse que os bares e discotecas vão pedir ao Governo “novas medidas de apoio para bares e discotecas”, depois de “não terem tido desenvolvimento” e “terem caído em saco roto” os anúncios de retoma do programa Apoiar, instrumento de apoio à tesouraria das micro e pequenas empresas de setores particularmente afetados pela pandemia.

“Depois de o ministro Siza Vieira ter anunciado que iria retomar o Apoiar, não surgiu mais nada, não houve nenhum valor a entrar em contas e caiu em saco roto um valor que nos foi prometido. E aquilo que vai também entrar em discussão hoje é a obrigatoriedade de teste quando as pessoas já têm o certificado digital para poderem entrar num bar ou numa discoteca”, adiantou.

Liberto Mealha considerou que, “havendo certificado digital, ter de fazer um teste também para ir beber um copo a um bar ou uma discoteca é demasiado”, tanto em “termos de exigência como em termos económicos”.

“Com esse valor [do teste], acrescido ao da bebida, a pessoa desiste e pura e simplesmente não vai”, argumentou, reconhecendo que “logicamente” será o cliente a ter de suportar o custo.

Os representantes das discotecas e bares vão, por isso, na reunião no ministério da Economia, “ver se é possível anular esta situação do teste”.

“Se não for possível, pelo menos que seja aceite um teste como existe na Madeira, que é um teste válido por uma semana. Aí já ia resolver um bocado o problema, era um investimento no teste, mas que seria válido por uma semana e poder-se-ia frequentar bares e discotecas”, contrapôs.

Questionado sobre a operacionalização da medida, Liberto Mealha disse que “isso não ficou claro” no anúncio de António Costa.

“Não sei, acho que o teste também pode ser feito à porta do estabelecimento, mas agora veja o que isso é, é quase montar uma tenda à porta para fazer testes, com o tempo que demora. É muito complicado, não é prático, não funciona e vamos transmitir isso a quem nos vai receber no ministério”, acrescentou.

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