“Se precisarem de apoio para coisas tão simples como enviar uma carta ou receberem um livro têm de saber que estamos aqui”, disse João Mira Gomes à agência Lusa, acrescentando que é importante que os cerca de 100 detidos de nacionalidade portuguesa saibam que “alguém pensa neles neste momento complicado”.

O diplomata voltou também a enviar uma mensagem aos cerca de 120.000 portugueses que vivem em Espanha a pedir que todos deem o seu “melhor contributo” na luta contra o novo coronavírus.

“Este ano a nossa Páscoa será em casa. O que nos dá uma oportunidade mais ampla de pensarmos no outro, naqueles que estão doentes, naqueles que mais necessitam de ajuda e de amparo e também naqueles que infelizmente já faleceram”, escreveu João Mira Gomes, na mensagem publicada na página da Internet da embaixada.

O diplomata assegurou que a embaixada e os consulados em Espanha estão atentos aos casos de portugueses que necessitam de apoio para fazerem face a “situações complexas, muitas delas resultantes da perda de emprego” e pediu aos que precisam de ajuda que contactem a representação diplomática.

Mira Gomes também saudou a iniciativa solidária lançada pelo Fórum dos Portugueses de Madrid, uma associação sem fins lucrativos que tem o objetivo de servir a comunidade lusa residente em Madrid, para mobilizar o apoio a cidadãos residentes em Espanha que possam estar a passar dificuldades neste período.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou no sábado que ia propor ao parlamento a continuação do “estado de emergência” durante mais duas semanas, até 25 de abril próximo, para lutar contra o novo coronavírus.

A proposta formal será aprovada terça-feira pelo Conselho de Ministros, e a decisão final será ratificada pelo parlamento na quinta-feira.

Durante o atual período excecional foram tomadas medidas de confinamento em casa da população, podendo apenas deslocar-se os trabalhadores em serviços essenciais ou de primeira necessidade.

A Espanha é um dos países mais atingido pela covid-19, o novo coronavírus que já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 676 mil infetados e mais de 50 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.887 óbitos em 128.948 casos confirmados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 13.055 mortos, entre 135.759 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 9.648 mortos, são o que contabiliza mais infetados (337.646).

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