Já na parte sul do estado, onde está localizada a cidade de Nova Iorque, capital económica dos Estados Unidos, será “um pouco mais complicado”, segundo o governador Andrew Cuomo.

Um trabalho de coordenação é realmente necessário nas zonas limítrofes da cidade, onde moram muitas pessoas que normalmente trabalham em Nova Iorque, prosseguiu Cuomo.

As medidas de contenção foram estendidas até 15 de maio, sendo que o reinício de atividades de fabrico e construção é a primeira fase do plano de recuperação.

Há um atraso mínimo de duas semanas antes do início da segunda fase, que inclui a reabertura de outros comércios ou escritórios, de forma a garantir que a primeira fase não origina um ressurgimento da doença.

O governador deixou claro que a reabertura está condicionada a um novo declínio nas hospitalizações até 15 de maio, já que o estado de Nova Iorque registou 367 mortes nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde 30 de março (332).

Até ao momento, a pandemia provocada pelo novo coronavírus já matou 16.966 no estado de Nova Iorque, em mais de 150.000 casos confirmados.

Antes de poder abrir escritórios ou lojas, as empresas terão de apresentar às autoridades de saúde um plano para evitar os riscos de transmissão do vírus.

Cuomo indicou que uma saída do confinamento em larga escala só pode ser feita com a reabertura das escolas, para permitir que os pais possam trabalhar.

Enquanto as escolas estaduais estão fechadas, nenhuma decisão final foi tomada sobre um possível reabertura ao nível estatal, apesar do ‘mayor’ de Nova Iorque, Bill de Blasio, ter anunciado o final do ano letivo.

Atualmente, muitas escolas estudam atualmente a possibilidade de permanecerem aberturas durante o verão “para compensar o tempo perdido”, segundo o governador.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (53.934) e mais casos de infeção confirmados (quase 940 mil).

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

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