Uma análise de dados de evolução da covid-19 em Israel publicada hoje na revista científica The Lancet aponta para uma taxa de eficácia da vacina de 95,3% para pessoas com mais de 16 anos na prevenção da infeção sete dias após a toma da segunda dose.

A segunda dose da vacina confere também 96,7% de proteção contra casos fatais de covid-19, 97% de proteção contra infeção sintomática e 91,5% de proteção contra infeção assintomática.

Duas semanas após a inoculação com a segunda dose, a vacina apresenta uma eficácia de 96,5% a proteger de infeção, 98% de hospitalização e 98,1% de morte, indicam os investigadores.

Mesmo com uma dose de vacina, consegue-se 58% de proteção contra a infeção, 76% contra hospitalização e 77% contra casos fatais.

No estudo, que assenta em dados recolhidos pelo Ministério da Saúde de Israel, salienta-se que há fatores da pandemia sobre os quais não há controlo total, como “incerteza sobre a duração da imunidade, o possível aparecimento de variantes resistentes às vacinas e a necessidade de aumentar a cobertura das vacinas”.

A responsável pela saúde pública do Ministério da Saúde israelita, Sharon Alroy Preis, afirmou que “como o país com a maior proporção da população vacinada contra a covid-19, Israel proporciona uma oportunidade real de determinar a eficácia da vacina e observar efeitos mais abrangentes do programa de vacinação na saúde pública”.

Israel começou a vacinar a população com o fármaco da Pfizer-BioNTech ainda no ano passado, em pleno surto de novas infeções que acabou por levar a um confinamento geral no dia 27 de dezembro de 2020.

O pico de novas infeções foi atingido a 20 de janeiro de 2021 e no início de abril, 72% das pessoas com mais de 16 anos e 90% das com mais de 65 anos tinham recebido duas doses da vacina.

Durante o período analisado, houve mais de 232.000 infeções confirmadas com o coronavírus SARS-CoV-2, 95% das quais pela variante B.1.1.7 (detetada pela primeira vez no Reino Unido e a mesma que prevaleceu nas infeções em Portugal).

Dois terços dos casos registaram-se em pessoas com mais de 16 anos e houve 7.694 pessoas internadas e 1.113 mortes atribuídas à covid-19.

Os autores da análise reconhecem limitações, apontando as diferenças entre países no que respeita ao ritmo de vacinação e de evolução epidemiológica, recomendando “cautela na generalização destes resultados a outros países”.

Salientam ainda que são precisos outros estudos sobre o desempenho da vacina em outros países e contextos.

Além disso, os dados referem-se a uma altura em que a variante B.1.351 (descoberta na África do Sul) ainda não tinha sido identificada no país.

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