Itália registou 1.851 novos casos de covid-19 e 19 mortes a ela associados nas últimas 24 horas, elevando o acumulado para 314.861 infeções e 35.894 óbitos desde 21 de fevereiro, quando começou a emergência no país.

Segundo dados do Ministério da Saúde italiano, 227.704 infetados foram dados já como curados, depois de contabilizados 1.198 de terça-feira para hoje.

O total de contágios ativos com o novo coronavírus no país é de 51.263, estando 47.936 dessas pessoas isoladas nas suas casas, 3.047 nos hospitais e 280 em unidades de cuidados intensivos.

O Governo italiano está a estudar a possibilidade de prolongar o estado de emergência, que termina a 15 de outubro, apesar de, terça-feira, o vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri, ter indicado acreditar que não venha a ser necessário.

“Se, de repente, tivéssemos quatro vezes mais infeções até 15 de outubro, voltaríamos a falar do assunto. Mas não creio que seja assim”, afirmou.

Reino Unido

O Reino Unido registou 7.108 novas infeções e mais 71 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, valores próximos aos da véspera, informou o ministério da Saúde britânico.

Na terça-feira tinham sido registados 7.143 novos casos, um novo recorde diário, e 71 mortes.

O Reino Unido tem vindo a registar um número crescente de casos positivos por estarem a realizar-se mais testes do que no início da pandemia no Reino Unido, mas também porque o contágio acelerou em todo o país nas últimas semanas.

O total acumulado desde o início da pandemia covid-19 no Reino Unido é agora de 453.264 de casos de contágio confirmados e de 42.143 óbitos num período de 28 dias após um teste positivo.

Hoje o parlamento britânico vai debater e deverá aprovar a renovação por mais seis meses dos poderes extraordinários dados ao governo para introduzir restrições para travar a transmissão do corovírus.

Porém, o ministro da Saúde, Matt Hancock, prometeu consultar os deputados quando forem necessárias “medidas significativas que afetem Inglaterra inteira ou o Reino Unido” e, "quando for possível”, realizar votações antes de entrarem em vigor.

"Mas claro que para responder ao vírus o governo tem de atuar com rapidez é necessário e não pode segurar legislação que é necessária para controlar o vírus”, acrescentou numa introdução ao debate à Lei do Coronavírus.

Este compromisso visou satisfazer um grupo significativo de deputados do Partido Conservador que têm objectado a algumas das restrições impostas e a forma como são introduzidas sem consulta nem debate no parlamento.

Além dos limites às liberdades individuais, alguns conservadores criticam o impacto das restrições na economia e questionam a forma como

O influente Graham Brady propôs uma emenda que angariou dezenas de subscritores para que o governo fosse obrigado a dar aos deputados a oportunidade de debater e votar novas medidas, mas o presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, não aceitou.

Ainda assim, numa intervenção inesperada e invulgar, Hoyle queixou-se de que legislação derivada tem sido publicada muitas vezes apenas horas antes de entrar em vigor sem ter sido apresentada ou debatida no parlamento, o que "mostra um total desrespeito pela Câmara [dos Comuns]”.

O ’speaker’ urgiu o Executivo a fazer mais esforços para apresentar medidas mais rapidamente para que possam ser debatidas pelos deputados, senão ameaça aceitar pedidos de debates de emergência para obrigar os ministros a justificarem o uso de poderes nesta matéria.

“Espero que o governo resolva a situação que considero totalmente insatisfatória. Espero que o governo recupere a confiança desta Câmara e não a trate com o desprezo que tem mostrado”, avisou.

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