Em Braga, no final de uma visita à Escola Secundária Alberto Sampaio, o líder centrista acrescentou que se deve “começar a pensar” naquele desconfinamento já a partir do próximo decreto de estado de emergência.

“Se permitíssemos o regresso às aulas presencias a crianças até aos 12 anos, isso permitiria uma certa retoma da atividade do país, libertaria os pais da pressão de ter de acompanhar as aulas dos seus filhos em casa, garantiria uma melhor gestão da sua vida profissional”, referiu.

O líder centrista sublinhou que os jovens até aos 12 anos “têm muito poucos casos de infeções” e que o índice de transmissibilidade “também é muito reduzido”

“Recomendaria que o Governo começasse a planear o desconfinamento dos jovens até aos 12 anos”, enfatizou.

Por outro lado, o líder do CDS acusou o Governo de incumprimento da promessa de dotar todos os alunos dos meios necessários para o ensino à distância, nomeadamente um computador e respetiva ligação à internet.

“O Governo deve tomar medidas urgentemente para facilitar que todos os que não têm rendimentos, todas as crianças mais pobres tenham à sua disposição um computador ou um tablet para manter o ensino à distância”, referiu, sublinhando ser “inaceitável” que haja quem fique para trás por falta do equipamento necessário.

O CDS quer ainda que sejam criadas condições para que os pais possam deduzir no IRS as despesas que tiveram com a aquisição daquele material tecnológico.

Além da Educação, o presidente do CDS considera que o Governo deve planear o desconfinamento de outros setores, apontando, como exemplo, os cabeleireiros e barbeiros.

Para Rodrigues dos Santos, o importante é “não cometer os mesmos erros” do primeiro desconfinamento, para evitar um “novo descontrolo da situação pandémica”.

“Se tivermos um desconfinamento agressivo, mais tarde pagamos a fatura”, alertou.

Defendeu mais celeridade na atribuição de apoios às empresas e sugeriu mesmo a criação de uma “amnistia” para as coimas fiscais, “para não castigar ainda mais os empresários”.

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