"Esta ação de solidariedade decorre de falta de material de proteção individual que nos foi comunicada pelas nossas Lojas nos países lusófonos; recorrendo a recursos próprios e donativos dos nossos membros, procedemos à aquisição de equipamento e ao seu transporte, para distribuição às IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e hospitais nesses destinos", comentou o Grão Mestre da GLLP-GLRP, Amindo Azevedo, citado no comunicado enviado à Lusa, no qual aponta que "é dever da maçonaria regular empenhar-se no apoio ao combate à propagação da covid-19, em Portugal como nos nossos países irmãos".

Esta iniciativa insere-se "no âmbito do apoio solidário que os maçons regulares têm vindo a realizar no contexto da pandemia de covid-19", acrescenta-se no texto, que precisa que as 15 mil máscaras "foram enviadas para os representantes da Grande Loja Legal de Portugal em São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné, para distribuição imediata a uma lista de Instituições Particulares de Solidariedade Social e Hospitais com o objetivo de auxiliar na proteção dos profissionais e utentes destas instituições".

No comunicado, os maçons lembram que é prática da instituição "apoiar os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde tem representantes, seja na proteção contra o coronavírus, seja na ajuda à recuperação de instalações, como sucedeu com a entrega de dez mil euros a uma ONG local (Health4Moz) para a reconstrução do Hospital Central da Beira, em Moçambique, destruído pelo ciclone Idai em março de 2019".

Recentemente, conclui-se no texto, a "GLLP/GLRP efetuou uma doação de 10 mil viseiras para reforço da proteção à Liga Portuguesa de Bombeiros e que foram distribuídas pelas 437 Associações Humanitárias do continente e Ilhas, bem como uma entrega de um motociclo dotado com equipamento completo de emergência para o INEM".

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu hoje para 13.238, mais 250 nas últimas 24 horas, em quase 595 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu para 594.841, mais 16.937 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é hoje de 297.480, mais 10.469.

Em relação aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções e mortes, com 1.842 casos e 26 vítimas mortais.

Cabo Verde tem 1.698 infeções e 19 mortos, enquanto Moçambique conta 1.154 infetados e nove mortos.

São Tomé e Príncipe contabiliza 726 casos e 14 mortos e Angola tem 506 casos confirmados de covid-19 e 26 mortos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias 3.071 casos e 51 mortos, segundo o África CDC.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 566 mil mortos e infetou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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