No último boletim epidemiológico, a tutela da Saúde indicou que 4.681.659 pessoas diagnosticadas com a covid-19 já recuperaram da doença, enquanto que 414.892 estão sob acompanhamento médico.

A taxa de letalidade da doença mantém-se em 2,9% no Brasil e a taxa de incidência é agora de 73,4 mortes e 2.498,6 casos por cada 100 mil habitantes.

Geograficamente, São Paulo, foco da pandemia no país, é o estado com maior número de casos de infeção (1.064.039), sendo seguido pela Bahia (336.232), Minas Gerais (336.648) e Rio de Janeiro (291.413).

Já os estados com mais mortes são São Paulo (38.035), Rio de Janeiro (19.770), Ceará (9.211) e Pernambuco (8.490).

O Instituto Butantan, órgão ligado ao governo estadual de São Paulo, indicou hoje que os testes da vacina coronavac no Brasil, conduzidos em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, mostram que o imunizante é o mais seguro entre todos os que estão na fase final de testagem, por apresentar o menor índice de efeitos colaterais.

“Fizemos a comparação com o que está disponível na literatura científica das vacinas que estão sob testagem. A vacina do Butantan é a mais segura. Todas tiveram efeitos colaterais grau três, que são os mais importantes. A vacina do Butantan não teve. Febre é outro indicativo importante, e na nossa foi de apenas 0,1%. Em febre acima de 38 graus, foi zero. É a vacina mais segura neste momento, não só no Brasil, mas no mundo”, disse hoje o diretor do instituto, Dimas Covas.

Em causa estão os nove mil voluntários brasileiros já vacinados no país com a coronavac, que apresentaram apenas efeitos colaterais leves, como dor no local da aplicação do imunizante e dor de cabeça, segundo os investigadores.

A incidência de eventos adversos entre os voluntários do Butantan foi de 35% face aos cerca de 70% nas outras vacinas testadas, segundo o instituto.

Em conferência de imprensa, o governador de São Paulo, João Doria, corroborou o Butantan e afirmou hoje que a Coronavac demonstrou ser segura em testes realizados no Brasil.

O estudo da Coronavac em território brasileiro foi iniciado em julho e prevê a participação total de 13 mil voluntários, todos profissionais da saúde que atuam no atendimento a pacientes com covid-19.

A partir de outubro, a testagem do imunizante contra a covid-19 será alargada a voluntários idosos, portadores de comorbilidades e gestantes.

Questionado sobre a inclusão da Coronavac no calendário de vacinação do Brasil, formulado pelo Ministério da Saúde, Doria afirmou que as conversações entre o Instituto Butantan, o governo regional de São Paulo e o Governo central estão a acontecer “de forma muito positiva”.

“Esperamos que esta vacina seja incorporada e que possa estar disponível nos programas de imunização o mais rápido possível”, afirmou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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