De acordo com a atualização dos dados feita hoje, o número de pessoas infetadas aumentou 5.903 desde sábado, para 47.806, após diagnosticados mais casos positivos.

No sábado, o balanço diário tinha registado mais 708 mortes e mais 3.735 novas infeções relativamente ao dia anterior.

Os números das mortes referem-se a pacientes diagnosticados com Covid-19 que morreram no hospital até às 17:00 horas da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

O número de pessoas infetadas é contabilizado de forma diferente e inclui os diagnósticos feitos até às 09:00 horas de hoje.

Estas estatísticas não incluem mortes fora do hospital, como aquelas registadas em lares de idosos, e algumas podem não ser incluídas no balanço diário, porque o registo dos óbitos pode demorar mais tempo, refere o ministério da Saúde.

Passadas duas semanas desde que o governo decretou um confinamento das pessoas, ordenando o encerramento de bares, restaurantes, teatros e outro tipo de estabelecimentos, o ministro da Saúde, Matt Hancock, admitiu hoje endurecer as medidas se as pessoas "desrespeitarem as regras”.

Atualmente, é permitida a saída de casa para comprar bens essenciais, para exercitar uma vez por dia, para ajudar pessoas vulneráveis e para trabalhar, se não for possível fazê-lo de casa, tendo a polícia poderes para dispersar ajuntamentos de mais de duas pessoas.

Mas, perante relatos de que um parque no sul de Londres foi hoje obrigado a fechar devido ao elevado número de pessoas que aproveitaram o bom tempo no sábado para passear, Hancock ameaçou com um maior controlo às saídas ao exterior.

“Se não quiserem que tomemos o passo de proibir o exercício de qualquer forma fora de casa, é necessário cumprirem as regras”, afirmou à BBC, tendo acrescentado na Sky News que ficar deitado na relva a apanhar banhos de sol vai contra as regras do governo de evitar saídas desnecessárias.

O recém-eleito líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, mostrou-se disponível para apoiar o governo neste endurecimento do confinamento.

“Cada vez que as pessoas desrespeitam as orientações do governo, estão a colocar outras pessoas em risco”, justificou, em declarações à BBC.

Hoje à noite, a rainha Isabel II vai intervir novamente desde o início da pandemia, numa comunicação invulgar na televisão, depois de ter publicado uma mensagem escrita em meados de março.

A monarca de 93 anos vai agradecer o esforço de todos os que estão na primeira linha do combate à pandemia, sobretudo o pessoal médico.

"Vivemos momentos de perturbação na vida de nosso país, uma perturbação que trouxe sofrimento para alguns, dificuldades financeiras para muitos e enormes mudanças no dia a dia de todos nós", vai dizer a monarca, numa intervenção marcada para as 20:00 locais (mesma hora em Lisboa), cujos excertos foram publicados antecipadamente pelo Palácio de Buckingham.

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