Em comunicado, a empresa explica que este modelo de oferta, designado “Saúde e Segurança”, pretende assegurar “os níveis de serviço da Metro do Porto e o cumprimento das orientações de saúde pública quanto ao distanciamento social”.

A Metro do Porto vai ainda ter frequências de passagem “na ordem dos 30 minutos em todas as linhas, exceto na Linha Amarela (D), que terá uma frequência de cerca de 15 minutos”, revelou à Lusa fonte da empresa que esta semana apontou para uma quebra de 80% na procura do transporte desde segunda-feira, altura em que as escolas foram encerradas devido à pandemia.

No comunicado, a empresa explica que vai implementar “uma oferta adequada à situação de estado de emergência vigente no país, dando cumprimento à Resolução do Conselho de Ministros”.

Isto porque, lembra, a procura de transporte está “atualmente limitada às necessidades de mobilidade essenciais e apenas nos casos definidos pelas autoridades”.

“A oferta será monitorizada em permanência, podendo ser ajustada em função da procura registada a cada momento”, avisa a empresa.

O objetivo prioritário “é o cumprimento das recomendações de saúde e segurança e assegurar a eficácia dos procedimentos de autoproteção por parte de todos os clientes”, acrescenta.

A Metro do Porto agradece ainda “a todos os controladores, condutores e pessoal afeto à operação, ao pessoal da manutenção, do material circulante e das infraestruturas – tal como aos parceiros fornecedores de serviços de segurança e de limpeza e a todos os seus colaboradores -, a forma extraordinariamente dedicada como têm vindo a realizar o seu trabalho”.

O número de passageiros no Metro do Porto desceu cerca de 80% devido à Covid-19, passando de uma média de 270 mil clientes diários em janeiro e fevereiro para pouco mais de 50 mil, revelou a empresa à Lusa na quarta-feira.

“De valores médios próximos dos 270 mil clientes diários em janeiro e fevereiro, passamos agora para valores pouco superiores a 50 mil passageiros em dia útil, no que representa um decréscimo a rondar os 80%”, informou fonte oficial da Metro do Porto.

Todas as máquinas de venda e validadores de bilhetes no Metro do Porto foram na quarta-feira desligados devido à pandemia de Covid-19 e o carregamento e validação deixou de ser obrigatório, por tempo indeterminado.

A empresa revelou na segunda-feira já ter disponível a “nova solução de limpeza de largo espectro e ampla duração, que permite a impermeabilização de superfícies”, nomeadamente “o interior dos veículos e as zonas de contacto nas estações”.

A Metro referia que, “de acordo com os ensaios realizados” a nova solução de limpeza “será eficaz na eliminação da Covid-19”, acrescentando que ia começar “desde já”, a usar o produto “na limpeza e impermeabilização dos veículos e estações”.

O Metro do Porto foi utilizada por mais de 71 milhões de clientes em 2019.

A empresa opera em sete concelhos com uma rede de seis linhas, 67 quilómetros e 82 estações.

Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

Estão confirmadas quatro mortes na região Norte, quatro na região Centro, três na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, precisa o boletim epidemiológico divulgado hoje, com dados referentes até às 24:00 de sexta-feira.

Segundo estes dados da DGS, há mais 260 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, do que na sexta-feira.

O número de mortos duplicou em relação a sexta-feira, quando foram registadas seis mortes, indicam os dados, que dão conta de que cinco doentes já recuperaram.

Desde 01 de janeiro existem 9.854 casos suspeitos, dos quais 1.059 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 7.515 casos que não se confirmaram.

O número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde subiu para 13.155, mais 4.147 face a sexta-feira, refere o relatório da situação epidemiológica em Portugal.

A região Norte é a que regista o maior número de infeções (644), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (448), da região Centro (137), do Algarve (31) e do Alentejo (3).

Os dados da DGS apontam que 33 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 24 de França, 20 de Itália, nove da Suíça, quatro do Brasil, três do Reino Unido, três dos Países Baixos, dois de Andorra, dois dos Emirados Árabes Unidos, um da Bélgica, outro da Alemanha e Áustria, um da Índia e outro do Irão.

Segundo a DGS, 22% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas febre, 17% dores musculares, 14% cefaleias, 11% fraqueza generalizada, 10% tosse e 9% dificuldade respiratória.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus já causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo e foram detetados mais de 271.660 casos de infeção em 164 países e territórios.

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