Centenas de manifestantes, muitos sem máscaras e desrespeitando o distanciamento social, fizeram fila para ganhar um corte de cabelo grátis na rua.

As cadeiras, no entanto, foram desinfetadas após o atendimento de cada cliente.

Este foi o quarto maior protesto em menos de um mês contra a estrita ordem de permanecer em casa, determinada pela governadora democrata Gretchen Whitmer.

No fim de abril, manifestantes armados invadiram o Capitólio de Lansing, capital do Michigan, para exigir uma atenuação do confinamento imposto para conter o avanço da doença.

O  Michigan é um dos estados mais afetados pela pandemia nos Estados Unidos, com mais de 5.000 mortes.

O estado tornou-se no palco de acaloradas discussões sobre quando e como reabrir os negócios no país para atenuar o prejuízo económico causado pela crise sanitária.

O protesto desta quarta-feira foi organizado em apoio ao barbeiro Karl Manke, que perdeu a licença após reabrir o salão no começo de maio, em franco desafio à proibição determinada pelo governo.

O protesto não se restringiu a cortes de cabelo. Massagens também foram oferecidas a preços simbólicos.

Alguns participantes levaram bandeiras dos Estados Unidos e cartazes com mensagens contra a governadora, que estendeu o confinamento até 28 de maio.

"Whitmer está a matar os pequenos negócios", dizia um dos cartazes, descrito pela agência France-Presse.

A governadora disse entender a frustração dos moradores.

"Todos temos feito algum tipo de sacrifício. Muitos estão a chorar a perda de entes queridos, a perda de um emprego ou de um negócio que pode não abrir ou não sobreviver a isto", disse.

Porém, insistiu que os manifestantes protestem sem se expor ou expor os outros a riscos de saúde.

"Se protestarem, peço-lhes que usem máscaras e respeitem a distância de seis pés [1,8 metros] e se não o fizerem, devemos empreender algum tipo de ação", afirmou.

Segundo testemunhas, a polícia multou vários barbeiros que participaram no ato.

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