Segundo dados avançados ao Público pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o  Ministério da Saúde gastou mais de 218 milhões de euros (desde o início da pandemia e até ao final de julho) em testes PCR para feitos por laboratórios privados.

"O valor facturado entre março de 2020 e julho de 2021, conforme reportado pelo Centro de Contacto e Monitorização do Serviço Nacional de Saúde, totaliza 218.286.208 euros, correspondendo a um total de 3.365.759 requisições facturadas", foi especificado na resposta dada ao jornal. Assim, feitas as contas, o preço médio por teste ronda os 65 euros.

Segundo o último Relatório Anual do Acesso da ACSS, em 2020 os encargos do SNS na área das análises clínicas ascenderam a 235 milhões de euros (mais 36% do que em 2019), pelo que o gasto é tido como considerável. Desta forma, no ano passado, as análises representaram 52% da despesa do sector convencionado com o SNS.

Diz o documento que tal se deveu “em grande parte" devido ao "elevado número de testes ao SARS-CoV-2 realizados", acrescentando ainda que "o preço unitário deste exame foi sofrendo alterações em baixa sempre que a diminuição dos custos da sua realização o justificava".

Em março do ano passado, o Estado pagava aos laboratórios provados cerca de 87,95 euros por cada teste, valor que desceu meses depois, em setembro, para 65 euros. Já em junho deste ano, estes testes rondavam os 40 euros — mas um mês depois subiram para 45 euros.

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