A câmara, que prevê iniciar a época balnear entre os dias 10 e 14 de junho, alertou hoje o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, para “a necessidade de criar mais postos de vigia nas praias do concelho”, sobretudo as não concessionadas, como a Praia do Norte e a dos Salgados, “com enormes línguas de areia onde é preciso acautelar a segurança dos banhistas”.

O alerta foi hoje dado numa reunião, por videoconferência, com o ministro e várias entidades ligadas ao ordenamento das zonas balneares, na qual o presidente da câmara, Walter Chicharro, lembrou que a Nazaré “tem diferentes tipologias de praias”, em relação às quais o município assegura a vigilância.

No entanto, "perante as normas que vão ser lançadas, por mais que se envolvam os nadadores-salvadores e as autarquias, haverá a necessidade de ter um controlo discreto de ‘uma farda’, seja dos fuzileiros ou da autoridade marítima”, afirmou, em declarações à Lusa.

A câmara do distrito de Leiria aguarda a definição, por parte do Governo, das normas de utilização das praias durante a próxima época balnear, mas o autarca assegurou hoje estar “disponível para suportar os custos com mais postos de vigia e mais nadadores-salvadores”, instando o Governo a “garantir a formação para que haja efetivos em número suficiente”.

Por parte da autarquia, que investe anualmente “entre 100 a 110 mil euros por ano” na vigilância das praias, vão este verão ser alocados “todos os meios que costumam ser disponibilizados na época de ondas grandes”, ou seja, uma carinha cedida por uma marca de viaturas, várias moto 4, buggies, a equipa de intervenção dos bombeiros e meios da autoridade marítima e do Instituto de Socorros a Náufragos.

Nas praias estarão ainda “os nadadores-salvadores das piscinas municipais, que já gozaram férias para poderem estar disponíveis nessa época”, disse.

Na praia da vila não vão ser montados os “recintos desportivos, o parque infantil e os lava-pés, por serem zonas que promovem a concentração de pessoas”, e nas entradas será colocado “um 'outdoor' com sensibilização para que as pessoas cumpram as distâncias de segurança”, explicou.

“Vamos apostar no bom senso”, afirmou o autarca, recusando “qualquer sistema de senhas ou semáforos para controlar as entradas nas praias”, tanto mais que “a praia da vila tem o selo de praia acessível e diversas acessibilidades”.

À Lusa, Walter Chicharro disse ainda estar “em contacto com clínicas da região para prestarem alguns serviços na praia”, admitindo mesmo que “possam ser realizados testes à covid-19”.

No entender do autarca, “haverá condições para que as praias sejam fluidas de pessoas, em condições de segurança em termos de pandemia, mas também em termos de segurança balnear” na vila onde, desde que foi implementada a vigilância das praias durante 12 meses por ano, em 2017, “não se registam mortes nas praias” da Nazaré.

De acordo com o boletim de situação epidemiológica publicado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), a Nazaré registou, desde o início da pandemia, dois casos positivos de covid-19, que resultaram em dois óbitos, não registando hoje qualquer caso ativo.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.175 pessoas das 28.132 confirmadas como infetadas, e há 3.182 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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