Tedros Adhanom Ghebreyesus falava numa conferência de imprensa ‘online’ na sede da OMS, em Genebra, comentando assim críticas à organização por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que admitiu suspender a contribuição do país para a OMS, que, considerou, tem favorecido demasiado a China e tem administrado mal o combate à covid-19.

Já hoje o presidente da comissão da União Africana (UA) veio defender a OMS. “Surpreendido por saber da campanha do Governo dos Estados Unidos contra a liderança da Organização Mundial de Saúde”, escreveu Moussa Faki Mahamat, na sua conta na rede social Twitter, acrescentando que a União Africana “apoia totalmente” a organização e o seu diretor-geral, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na conferência de imprensa o responsável da OMS, questionado sobre o assunto, não se referiu diretamente a Donald Trump, mas insistiu para que não se politize o vírus nem se use a covid-19 para “marcar pontos políticos”, porque há “outras formas de se darem provas”.

“Por favor metam em quarentena a politização do covid”, repetiu diversas vezes Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmando também que não se importa com ataques que lhe sejam dirigidos, porque está focado em salvar vidas.

“Não fazemos política na OMS”, afirmou, dizendo também que tem sido alvo de ameaças e de ataques pessoais, até racistas, acrescentando que tem orgulho na sua cor e que os ataques pessoais não o afetam, só o afetam quando é toda a comunidade africana a ser insultada.

Na conferência de imprensa Tedros Adhanom Ghebreyesus também pediu por duas vezes para que os Estados Unidos e a China se unam na luta contra a covid-19, e agradeceu aos Estados Unidos o “generoso apoio” na luta contra a pandemia.

O responsável insistiu na necessidade de união em cada país na luta contra o vírus, que aumenta com as divisões, alertando: “por favor não politizem este vírus, se não querem mais mortes não politizem”.

E insistiu também na importância da solidariedade global, dando o exemplo da luta para a erradicação da varíola, que juntou Estados Unidos e URSS, em plena “guerra fria”. “Agora também a China e os Estados Unidos têm de estar juntos nesta luta”, referiu, acrescentando: “Repito, este vírus é muito perigoso, precisamos de unidade, a unidade é a única opção para derrotar o vírus”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia.

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