Em comparação com os dados de quinta-feira, em que se registavam 1.105 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (27.268), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 553 casos do que na quinta-feira (26.715), representando uma subida de 2%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (639), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (233), do Centro (214), Algarve (13), dos Açores (14) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 569 vítimas mortais são mulheres e 545 são homens.

Das mortes registadas, 749 tinham mais de 80 anos, 226 tinham entre os 70 e os 79 anos, 95 entre os 60 e 69 anos, 33 entre 50 e 59, 10 entre os 40 e os 49 e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 842 doentes estão internados em hospitais, menos 32 do que na quinta-feira (-3,7%) e 127 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos oito, o que representa uma descida de 6%.

A recuperar em casa estão 25.185 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (1.700), seguido por Vila Nova de Gaia (1.445), Porto (1.295), Matosinhos (1.192), Braga (1.146), Gondomar (1.046), Maia (906), Valongo (734), Guimarães (647), Sintra (697), Ovar (574) e Coimbra (556).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 269.266 casos suspeitos, dos quais 2.984 aguardam resultado dos testes.

Há 239.014 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados aumentou para 2.422, mais 164 do que na quinta-feira, representando uma subida de cerca de 7,3%.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 15.809, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 7.093, da região Centro, com 3.564, do Algarve (345) e do Alentejo (232).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 26.829 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde.

Do total de infetados, 16.087 são mulheres e 11.181 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.605), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (4.598) e das pessoas com mais de 80 anos (4.165 casos).

Há ainda 3.932 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.270 entre os 20 e os 29 anos, 3.097 entre os 60 e 69 anos e 2.318 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista também 464 casos de crianças até aos 9 anos e 819 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório diário da situação epidemiológica em Portugal, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França e 88 do Reino Unido. Há ainda centenas de casos importados de dezenas de outros países.

De acordo com a DGS, 42% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 30% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 16% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 88% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 267 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Novo coronavírus SARS-CoV-2

A Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A maioria das pessoas infetadas apresentam sintomas de infeção respiratória aguda ligeiros a moderados, sendo eles febre (com temperaturas superiores a 37,5ºC), tosse e dificuldade respiratória (falta de ar).

Em casos mais graves pode causar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte. Contudo, a maioria dos casos recupera sem sequelas. A doença pode durar até cinco semanas.

Considera-se atualmente uma pessoa curada quando apresentar dois testes diagnósticos consecutivos negativos. Os testes são realizados com intervalos de 2 a 4 dias, até haver resultados negativos. A duração depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

A covid-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados.

Quando tossimos ou espirramos libertamos gotículas pelo nariz ou boca que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo. Estas gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada. Por sua vez, outras pessoas podem infetar-se ao tocar nestes objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

Estima-se que o período de incubação da doença (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) seja entre 2 e 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada.

Vários laboratórios no mundo procuram atualmente uma vacina ou tratamento para a covid-19, sendo que atualmente o tratamento para a infeção é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam.

Onde posso consultar informação oficial?

A DGS criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas em Portugal - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral da Saúde.

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