Em Portugal são já administradas três vacinas: da Pfizer, da Moderna e da AstraZeneca. Os laboratórios e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam a segunda dose a 21 dias (três semanas) na Pfizer e 28 (quatro semanas) na Moderna. AstraZeneca admite que possa ir das quatro até às 12 semanas.

De acordo com o Público, que avança a notícia, a ideia é adiar a toma da segunda dose em apenas mais uma semana. A publicação acrescenta que sete sete dias, ainda assim, é inferior ao recomendado pela Comissão Técnica de Vacinação, que propôs mais três semanas (42 dias). A decisão, que está nas mãos da DGS, da task-force e do Infarmed, deverá ser conhecida esta semana.

Perto de 250 mil portugueses já receberam as duas doses da vacina para a Covid-19 segundo os dados publicados esta terça-feira pela Direção Geral da Saúde, correspondendo a 3% da população.

De acordo com os dados divulgados pela DGS, já receberam as duas doses da vacina 248.708, representando 3% com a vacinação completa, mais 46.565 do que na semana anterior. Segundo os mesmos dados, desde o início do plano de vacinação contra o SARS-CoV-2, que teve inicio em 27 de Dezembro, já receberam pelo menos uma dose da vacina 433.475 pessoas, tendo sido inoculadas na ultima semana 96.701 pessoas.

Investigador Carmo Gomes defende alargamento 

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes defendeu no início de fevereiro o alargamento do período entre as duas tomas da vacina contra a covid-19 até seis semanas para conseguir vacinar até março os maiores de 80 anos e as pessoas de alto risco.

“O alargamento do tempo entre a primeira e a segunda dose até seis semanas não tem problema nenhum e tinha uma grande vantagem, permitia-nos vacinar o maior número possível de pessoas no menor tempo possível”, defendeu o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em declarações à agência Lusa.

Com este alargamento, conseguia-se terminar a vacinação na primeira fase de todos os maiores de 80 anos e das pessoas com mais de 50 anos com comorbilidades ainda dentro do mês de março.

“Isto seria excelente”, disse, ressalvando, contudo, que o processo também está condicionado pelo número de vacinas que vão chegando.

Sobre o prazo estabelecido para a vacinação, Carmo Gomes explicou que as companhias Pzifer e a Moderna fizeram ensaios clínicos “muito mais acelerados” do que é habitual.

“Uma das formas de acelerar foi espaçarem a primeira e a segunda dose nos tempos mínimos que lhes pareciam que eram admissíveis 21 dias e 28 dias, mas isto não é normal. Isto foi feito devido à situação catastrófica em que nós estamos”, salientou.

Segundo o investigador, o que “é normal” é fazer um espaçamento entre doses muito superior, apontando que no Programa Nacional de Vacinação o tempo recomendado pela Comissão Técnica da Vacinação na primovacinação das crianças são dois meses.

“Aquilo que é normal, recomendável, são as oito semanas, não são os 21 dias nem as quatro semanas, e do ponto de vista imunológico não há desvantagem em alargar o período de tempo entre as duas doses”, reiterou.

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