"O PSD tomou a decisão de encerrar a sede nacional durante o período de emergência nacional. Esta é mais uma medida para proteger todos os colaboradores, estando já a maioria em regime de teletrabalho desde o início da semana", anunciou o partido, num comunicado divulgado na sua página e redes sociais.

O PSD salienta que "desde a primeira hora" tinha adotado práticas para uma prevenção em relação ao coronavírus, como "a dispensa de picar o ponto com o uso de dados biométricos, a distribuição de álcool em gel pelos corredores, e a adoção das várias medidas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde".

"A sede permanecerá encerrada durante 15 dias, sendo a possível reabertura avaliada no fim deste período", acrescenta ainda o comunicado.

No domingo passado, na SIC, o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, disse também que a sede nacional, em Lisboa, se manteria encerrada durante este período.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou na quinta-feira o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira.

O número de mortos no país subiu para quatro, com o anúncio da morte de uma octogenária em Ovar, feito pelo presidente da Câmara local, horas depois de a DGS ter confirmado a existência de três vítimas mortais até às 24:00 de quarta-feira em Portugal.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril (podendo ser renovado), depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República após parecer favorável do Governo.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou as primeiras medidas medidas que concretizam o estado de emergência, como o "isolamento obrigatório" para doentes com Covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa, sob o risco de "crime de desobediência", a generalização do teletrabalho" para todos os funcionários públicos que o possam fazer, bem como o encerramento dos estabelecimentos com atendimento público, com exceção, entre outros, de mercearias e supermercados, postos de abastecimento de combustível, farmácias e padarias.

O Governo decidiu criar, também, um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia da Covid-19, que integra os ministros de Estado, da Administração Interna, da Defesa Nacional e das Infraestruturas.

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