O número de novos casos de contágio, 2.004, é também o mais baixo em dois meses, tendo sido até agora diagnosticados 265.227 infetados.

Estes valores poderão ter sido reduzidos devido ao facto de os registos administrativos das mortes serem afetados pelo fim de semana, que se estendeu por um dia por causa do feriado de segunda-feira.

O total é estimado ser bastante superior, mais de 47.000 mortes, de acordo com cálculos de estatísticas oficiais publicadas hoje pelo instituto de estatísticas britânico ONS, que inclui casos suspeitos, com outros dados da Escócia, da Irlanda do Norte e da direção geral de Saúde de Inglaterra.

Ainda assim, a tendência da mortalidade e do ritmo de contágio tem vindo a decrescer, o que levou o primeiro-ministro, Boris Johnson, a confirmar a reabertura parcial das escolas primárias na próxima segunda-feira e das escolas secundárias lojas não essenciais a partir de 15 de junho.

O anúncio foi ofuscado pela controvérsia em redor do alegado desrespeito pelas regras do confinamento pelo assessor Dominic Cummings, no final de março, quando conduziu um automóvel mais de 400 quilómetros até Durham, no norte de Inglaterra, apesar de a mulher já apresentar sintomas.

Cummings alegou que queria estar perto da família para que pudessem tomar do filho de quatro anos se ele e a mulher ficarem incapacitados, mas na altura as ordens do governo eram que pessoas com sintomas e o respetivo agregado deveriam permanecer isolados em casa.

O regime de confinamento decretado em 23 de março foi aliviado a 13 de maio, com a autorização de maior atividade ao ar livre, incluindo alguns desportos, mas mantêm-se limites à interação entre pessoas de diferentes agregados e a necessidade de continuar a respeitar o distanciamento de dois metros.

Devido à autonomia da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, os regimes de confinamento têm regras diferentes nas diferentes regiões do Reino Unido, pelo que o governo de Boris Johnson só tem poder sobre Inglaterra.

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