De acordo com os números do Ministério da Saúde do Reino Unido, citados pela agência Efe, verificaram-se doze mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o que levou o total de falecidos para os 41.498 desde o início da pandemia.

Os dados oficiais incluem as mortes que se verificam num prazo de 28 dias, depois de um paciente ter dado positivo.

Enquanto os contágios no país continuam a rondar o milhar, o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, sugeriu, em declarações publicadas pelo The Times, que as medidas de restrição poderiam não ser levantadas até depois do Natal, para evitar outro “aumento”.

O governante assinalou que “uma segunda vaga é claramente visível noutras partes do mundo”, o que supõe “uma ameaça muito grave”.

“Os casos estão a subir novamente e temos de desencadear medidas de confinamento locais e adotar novas medidas a nível nacional. Não o descartamos, mesmo que não o queiramos”, disse Matt Hancock à publicação britânica.

Por outro lado, milhares de pessoas de todo o país reuniram-se na praça londrina de Trafalgar para rejeitar as restrições impostas pelo governo de Boris Johnson (conservador) para travar a propagação da pandemia, assim como para rejeitar as campanhas que promovem a vacinação em massa.

Segundo a Efe, entre essas pessoas encontravam-se céticos que negam a existência do coronavírus, apoiantes de teorias da conspiração e militantes do movimento anti-vacinas.

Com cartazes contra a Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o empresário norte-americano Bill Gates e contra as restrições do executivo Conservador, os manifestantes pediram o fim do uso obrigatório de máscaras e de outras normas, considerando a pandemia um “engano” ou uma “brincadeira”.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 838 mil mortos e infetou quase 24,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.818 pessoas das 57.448 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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