Os dados foram anunciados pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, numa declaração feita à imprensa no final de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS).

O apoio aos sócios gerentes e trabalhadores independentes foi reativado para fazer face ao novo período de confinamento e ficou disponível na página da internet da Segurança Social no primeiro dia de fevereiro, tal como os apoios às famílias.

A ministra do Trabalho salientou que "em pouco mais de um dia e meio" foram recebidos 49.000 pedidos apoio de trabalhadores independentes ou sócios gerentes de empresas e 22.000 pedidos de apoio de famílias, relativos aos últimos 15 dias.

Segundo Ana Mendes Godinho, desde o início do confinamento em vigor foram ainda apresentados por empresas 54.400 pedidos de apoio à manutenção do emprego, ao abrigo do 'lay-off' ou dos apoios à retoma de atividade.

Estes 54.400 pedidos de apoio abrangem 281.000 trabalhadores.

O Governo e os parceiros sociais reuniram-se hoje para discutir a situação económica e social decorrente da pandemia de covid-19 e o Plano de Recuperação e Resiliência.

No encontro foi também feito o ponto de situação sobre a preparação do Quadro Financeiro Plurianual e os parceiros sociais tiveram oportunidade de se pronunciar sobre o mesmo.

Segurança Social pagou apoios extraordinários de 2.500 milhões de euros desde março

A Segurança Social pagou apoios extraordinários no valor de 2.500 milhões de euros desde março de 2020, na sequência dos constrangimentos económicos causados pela pandemia da covid-19, foi hoje anunciado pela ministra da tutela.

“Em termos globais, os apoios pagos diretamente pela Segurança Social, relativos às medidas extraordinárias criadas desde março de 2020 no âmbito da pandemia, totalizaram 2.500 milhões de euros”, afirmou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, numa declaração feita à imprensa no final de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS).

A ministra salientou que este montante não inclui prestações de desemprego, mas sim e apenas medidas de apoio extraordinárias para a manutenção do emprego e do rendimento das famílias, dos trabalhadores independentes e dos sócios gerentes de empresas.

“Isto reflete uma mobilização de recursos públicos como nunca houve antes”, disse.

Segundo Ana Mendes Godinho, metade dos 2.500 milhões de euros foi direcionada para os apoios à manutenção do emprego e a outra metade destinou-se a apoiar quem ficou sem rendimentos e sem outra alternativa.

De entre os apoios atribuídos desde março de 2020, a governante referiu os apoios extraordinários a 277.000 trabalhadores independentes ou sócios gerentes, no valor de 329 milhões de euros.

[Notícia atualizada às 18:36]

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