Num estudo intitulado “Controlling the pandemic during the SARS-CoV-2 vaccination rollout: a modeling study”, citado esta quarta-feira pelo jornal Público, seis investigadores traçam quatro cenários resultantes do aligeirar das medidas restritivas conjugadas com a campanha de vacinação.

No primeiro, sem quaisquer medidas de restrição, haveria mais de 58 mil hospitalizações ao longo do ano; no segundo, com medidas semelhantes às do outono de 2020, com todas as escolas abertas, os investigadores preveem uma quarta vaga em maio, com nove mil hospitalizações até ao próximo ano; no terceiro, com medidas semelhantes às do verão, evita-se uma quarta vaga, mas apenas se as restrições continuarem até que uma percentagem significativa da população esteja vacinada; por fim, no quarto cenário, com uma reabertura gradual, não haverá nova vaga e o controlo da pandemia pode ser conseguido em fevereiro de 2022.

Ao Público, o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, um dos investigadores do estudo, defende que reabertura total das escolas, nomeadamente do ensino secundário, “não pode acontecer demasiado cedo". "E na minha opinião vai ser”, acrescenta.

“Temos aqui duas forças contraditórias: a vacinação, que protege, e o desconfinamento, que aumenta o número de contactos. Uma forma de evitar [uma nova onda] seria acelerar a vacinação”, argumenta.

Para delinear os cenários, a equipa de investigadores usou um modelo ajustado aos dados da seroprevalência estimada por faixas etárias (percentagem da população que se infectou, incluindo os não diagnosticados), das admissões hospitalares, da projectada cobertura vacinal e ao facto de a variante inglesa ser actualmente a mais frequente em Portugal.

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