"O apelo que fazemos é que haja um repensar da forma e do calendário, sobretudo para que tenha uma base cientifica para que todos nós, que vamos ter que votar, e para quem vai ter que decidir, possa ter a consciência tranquila de que o fez, enfim, com o melhor que a ciência tinha disponível à altura. E neste momento eu penso que isso não está a acontecer", considerou Ventura, no final da reunião dos líderes políticos com epidemiologistas no Infarmed, em Lisboa.

Para o deputado, o calendário não foi bem pensado porque a análise dos dados sobre o regresso gradual à normalidade só pode ser feita após 14 dias.

"Por exemplo, nós vamos dia 18 passar a uma das fases mais preocupantes: a reabertura da restauração, do maior comércio, etc. Mas não temos ainda a avaliação do desconfinamento que houve a 03 de maio", sustentou Ventura.

O deputado mostrou ainda preocupação com os dados divulgados na reunião que "revelam que 40% dos portugueses perderam parcial ou totalmente os seus rendimentos" e chamou a atenção para situações de possíveis surtos associados a eventos de grande dimensão, como jogos de futebol ou festivais - fazendo referência ao regresso da I Liga de futebol e da festa do Avante!.

"Temos de ter segurança", vincou o deputado.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Portugal contabiliza 1.184 mortos associados à covid-19 em 28.319 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

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