"De 2016 para 2017, verificou-se um aumento de cerca de 06% na criminalidade reportada de e à PSP. Este ano, devemos ter uma diminuição na ordem dos 15%, que será bastante superior à média nacional que andará nos 10%", afirmou o Comandante Distrital da PSP de Castelo Branco.

José Pires Leonardo, que falava à agência Lusa, à margem da cerimónia comemorativa do 135.º aniversário da Polícia de Segurança Pública de Castelo Branco, adiantou ainda que a criminalidade violenta e grave que tem vindo a sofrer baixas significativas no distrito ao longo dos últimos anos.

"Estes dados deixam-me particularmente satisfeito com o trabalho do meu pessoal. É para isso que cá estamos, conseguir que não haja um aumento e que as coisas se mantenham estáveis. Estou satisfeito", disse.

Segundo o comandante distrital, os crimes mais comuns são aqueles que a PSP não pode prevenir e que têm a ver com os comportamentos das pessoas, caso das situações de violência doméstica, crimes contra o património ou os crimes de oportunidade.

"Resultam muito com a forma como as pessoas lidam com as situações, por mais que nós aconselhemos. Este é o tipo de criminalidade que acontece com mais frequência e que é pouco prevenível pela policia. Tem que haver uma mudança de atitude e de comportamento das pessoas", frisou.

Quanto aos meios humanos e materiais disponíveis, José Pires Leonardo sublinhou que nenhum comandante está satisfeito com os meios que tem.

"Esse é um facto. Todos nós queremos mais para cumprir melhor a nossa missão. Apesar de os meios não serem os que mais desejaríamos, tenho que realçar o esforço que a Direção Nacional [PSP] tem feito para conseguir apoiar os comandos, em termos de recursos humanos e de equipamentos", sustentou.

Contudo, adiantou que Castelo Branco tem sido dos comandos, a nível nacional, que mais tem sido "beneficiado" ao nível dos recursos humanos.

"Os recursos materiais não são os ideais, mas é com eles que temos trabalhado. Apesar de tudo, mantemos resultados positivos. Tudo isto, fruto do esforço e do empenho que o pessoal tem tido no cumprimento da sua missão", concluiu.

O diretor nacional da PSP não esteve presente na cerimónia e fez-se representar pelo diretor nacional adjunto para a área dos recursos humanos, José Ferreira Oliveira.

Este responsável realçou os resultados que Portugal tem obtido nos últimos anos, ao nível da segurança, sendo atualmente um dos países mais seguros do mundo.

"A segurança é um fator de qualidade de vida, económica e social", disse.

José Ferreira Oliveira explicou que, apesar dos constrangimentos existentes, a aposta estratégica da PSP passa pelo reforço da valorização humana e de uma nova dinâmica no sistema de formação continua, com uma atualização constante e permanente dos conhecimentos técnicos e profissionais.

"O futuro dependerá daquilo que formos capazes de construir hoje", concluiu.

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