"Esta tomada de posição do Tribunal Constitucional é positiva e quando notifica os administradores para apresentarem estará naturalmente à espera que seja feita a apresentação desses mesmos documentos", afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista, que falava antes de uma reunião com a CGTP-IN, na sede da central sindical, em Lisboa, reiterou que, na persistência das dúvidas, a proposta apresentada no parlamento pelo CDS para clarificar a apresentação dos rendimentos pelos gestores do banco público constitui uma "prova dos nove".

O Tribunal Constitucional notificou hoje os membros da administração da Caixa Geral de Depósitos para que entreguem as declarações de rendimentos, disse à Lusa fonte oficial do Palácio Ratton.

"Se dúvidas houve, se vontade de os excecionar houve, vão ter de ficar clarificadas agora. O primeiro-ministro, que se dá o caso de acumular funções de secretário-geral do PS, terá de mandatar o seu partido, através do grupo parlamentar, para votar esta proposta do CDS e penso que não terá mais oportunidades de ficar escondido", sustentou.

"Neste caso, não há nada como a prova dos nove. A prova dos nove é a proposta do CDS. Se houve um acordo entre o Governo e a administração da Caixa Geral de Depósitos, então, o PS terá de votar contra a proposta do CDS. Aí, as coisas ficarão claras", reforçou.

Cristas voltou a condenar "que o primeiro-ministro não se pronuncie sobre esta matéria", considerando que agora se esconde "atrás do Tribunal Constitucional", sem "coragem de vir dizer o que pensa e, sobretudo, se tem algum acordo com a atual administração da Caixa Geral de Depósitos".

A presidente do CDS-PP terminou hoje uma série de encontros com os parceiros sociais no âmbito do Orçamento do Estado (OE) para 2017, com uma reunião com a CGTP-IN, em que esteve presente o secretário-geral, Arménio Carlos.

No final do encontro, o líder sindical distanciou-se de pontuais pontos em comum com os centristas.

"Temos posições antagónicas. O CDS fez parte do Governo anterior com o PSD, com as implicações que as suas políticas tiveram, designadamente, com a degradação dos rendimentos dos trabalhadores, nos salários e nas pensões, um ataque sem precedentes à legislação laboral, com o bloqueio da contratação coletiva", afirmou à Lusa.

Arménio Carlos reiterou que a "CGTP valoriza as reposições de direitos e rendimentos e considera que é necessário ir mais longe", sublinhando as propostas da central sindical para o descongelamento de salários e carreias na administração pública, combate à precariedade, melhoria das pensões de reforma e da proteção social, desbloqueio da contratação coletiva, entre outras.

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